Maia Gonçalves Fortes
@maiagf
O último material divulgado pelo Wikileaks, denuncia por meio de documentos secretos do governo norte-americano que pelo menos 150 dos homens que estão presos desde 2002 na penitenciária de Guantánamo, em Cuba, já deviam ter sido libertados e permanecem no local devido a confusões de identidade ou simplesmente por estarem no lugar errado, na hora errada (são motoristas, cozinheiros, agricultores, etc, capturados em zona de guerra).
De acordo com os mais de 780 relatórios, os critérios para sua permanência não estão relacionados ao fato de serem inocentes ou culpados, mas de acordo com a qualidade das informações que podem prover e o risco que representam para a segurança americana: “759 relatórios secretos revelam os abusos em Guantánamo. Os documentos mostram que a principal finalidade da prisão foi explorar todas as informações dos presos, apesar da reconhecida inocência de muitos deles. 60% foram levados para a base militar sem ser uma ameaça provável”, disse o jornal espanhol “El País”, um dos veiculadores dos documentos vazados pelo Wikileaks.
Os documentos também já comprovam uma notícia que foi publicada essa semana com relação aos casos de tortura na prisão. Logo após a divulgação do assassinato de Osama Bin Laden, fomos informados que ele foi encontrado no Paquistão, graças a pistas obtidas por meio da tortura de um desses prisioneiros.
Essas informações comprovam mais uma vez o importante papel que o Wikileaks vem cumprindo como instrumento de denúncia e desgaste do imperialismo norte-americano no mundo. São provas concretas da atuação sorrateira desse governo, que por meio de suas ações militares e “diplomáticas” obtém informações e encarcera pessoas de acordo com seus interesses de dominação e ignora completamente a soberania da população dos outros países. A internet é um instrumento único para a rápida disseminação de informações e tem se tornado cada vez mais uma forma de tirar a máscara e expressar os verdadeiros interesses dos EUA no mundo.
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