Em protesto junino, estudantes promovem “casamento na roça” de Mônica Pinto e Domingos Juvenil em frente à Alepa

16/jun/2011, 20h57

Uma quadrilha junina com o povo na roça assistindo o casamento de Mônica Pinto e Domingos Juvenil. Esse será o enredo do protesto que estudantes da Uepa e da UFPA promovem nesta quinta-feira, 16, a partir das 10 horas, em frente à Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). A manifestação irreverente é a forma que os estudantes encontraram para denunciar o esquema de corrupção na Alepa e exigir a punição dos envolvidos nas fraudes.

Se na vida real, os principais responsáveis pelo esquema de corrupção ainda não foram presos, no protesto estudantil, a festa junina encerrará quando manifestantes vestidos de policiais prenderem toda a quadrilha em pleno “casamento na roça” da ex-chefa da seção de pagamento da Alepa com o ex-presidente do Legislativo Estadual. “Com bom-humor, queremos chamar a atenção da população paraense de que precisamos intensificar a pressão para que o pedido de CPI seja aprovado e que os corruptos fiquem na cadeia”, afirma o estudante da UFPA e coordenador do movimento Juventude em Luta (Juntos), Anderson Castro.

Segundo o coordenador-geral do DCE da UFPA, Rafael Saldanha, durante o protesto, as pessoas que passarem pelo local serão convidadas a entrar na dança e “não ficar apenas na roça, assistindo a festa com o dinheiro público que vem sendo feita na Alepa desde a década de 90”. De acordo com o dirigente do DCE, a prisão hoje, 15, de alguns envolvidos no escândalo de corrupção ainda é pouco. “É preciso chegar aos verdadeiros chefões dessa máfia, que são aqueles que presidiram a Assembleia Legislativa e compactuaram com essa fraude”, afirma Saldanha.

A coordenadora-geral do DCE da Uepa, Juliana Rodrigues, afirma que o protesto irreverente pretende, ainda, chamar a atenção para a situação que os estudantes da Universidade vêm enfrentando. “Como podemos ficar calados diante de tanta corrupção, se na Uepa, bolsas estudantis são cortadas e obras importantes estão há mais de um ano paralisadas. Nós vamos intensificar nossa mobilização, pois a juventude em luta vai impedir que esse escândalo termine em pizza ou em tapioca”, garante Juliana.

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