+ SUS – Temer: Nota do Setorial de Saúde do Juntos Potiguar

18/maio/2016, 13h30

Os Impactos da Crise Política na Saúde

Nota do Setorial de Saúde do Juntos Potiguar

+ SUS

– TEMER

Diante do agravamento da crise econômica e representativa do país e a continuação da contestação do sistema econômico e político iniciado, principalmente a partir das Jornadas de Junho de 2013; o país se vê num grande processo de radicalização nas ruas onde se prevalece manifestações pró-governo e pró-impeachment. Concomitante aos processos de crise política e econômica, se desenrola crises sociais, que afetam o dia-a-dia da população que mais depende dos serviços públicos no Brasil. Uma delas é a crise na saúde.

A saúde é uma das áreas sociais mais caras a democracia brasileira, conquistada, com muita luta, a partir da instituição do SUS pela Constituição de 1988. Entretanto, encontra algumas barreiras para sua total implantação, uma delas é o subfinanciamento, acentuado a partir da política de corte de gastos promovida pelo Governo Dilma logo após a reeleição do mandato, apesar de em campanha a presidenta defender a teoria oposta, outra delas é a implementação em seu primeiro mandato, da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) que, entre outros problemas, joga o gerenciamento dos Hospitais Universitários (HU’s) para a iniciativa privada. O desenrolar do desenvolvimento de uma política econômica derrotada nas urnas acentuou o problema de financiamento do SUS, que hoje vive um processo de desmonte.

Na tentativa de ganhar apoios na votação do impeachment o Ministério da Saúde foi cedido para o PMDB. Mesmo partido de Cunha, financiado pela Amil e pela Bradesco Saúde e criador da PEC 451 que na prática inicia o processo de extinção do SUS. Além disso, o antigo Ministro parece entender pouco sobre políticas públicas de saúde. Tudo isso se agrava em meio ao cenário de arboviroses como Chikungunya, Zika e Dengue.

Com o afastamento de Dilma pelo Senado, o presidente interino Michel Temer, cede o Ministério a Ricardo Barros, Engenheiro civil, financiado por sócios de planos privados de saúde, partidário do PP, ex-ARENA a legenda com mais deputados citados na Lava-Jato. Em recente declaração aos jornais de grande circulação Barros deixa claro que deixará de investir na saúde e que o SUS, se depender dele terá seus dias contados.

Nenhum desses projetos contempla os anseios da população. É preciso devolver o poder de decisão para as mãos do povo por meio de Eleições Gerais!

Para aprofundar o debate convidamos você para o Debate que o setorial de Saúde do Juntos irá organizar no dia 20 de maio, às 16h no Departamento de Fisioterapia da UFRN (próximo às piscinas e ao Ginásio de Esportes).

20M

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