Unifesp resiste! Não aos cortes!

Matheus S Correia 10/jun/2016, 16h36

A tentativa do governo Lula, quando ainda se sobrava “a borda do bolo” do orçamento federal, de construir uma educação mais popular e democrática com o Reuni, ampliando as universidades federais em todo Brasil, está agora, quando a “marolinha” da crise econômica virou uma tsunami, ruindo pela política de ajuste fiscal aplicada nos últimos anos.

Com a justificativa de atingir a meta fiscal, o governo Dilma cortou R$ 21,2 bilhões da educação, precarizando ainda mais universidades que já nasceram precarizadas. Com Temer, os cortes continuam e tendem a aumentar cada vez mais.

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) começou a se expandir nesse período, chegando a 6 campi, sendo a maioria com sede provisória até hoje. Agora, com um corte de 20% do orçamento previsto na Lei Orçamentária Anual para a instituição, o Conselho Universitário se posicionou preocupante com a falta de verbas.

Segundo o Consu e a universidade, a verba atual não supre nem mesmo as despesas básicas, como aluguel, água, energia, limpeza e segurança, já não tendo mais condições de reduzir gastos. Isso coloca a universidade em uma situação extrema, tendo a possibilidade de suspender as atividades acadêmicas em todos os 6 campi a partir de Agosto, se a situação não se reverter. Isso é, a Unifesp só tem dinheiro para funcionar pelos próximos 2 meses.

A reitoria, por sua vez, errou ao anunciar a construção do campus da Zona Leste, enquanto os outros campi continuam não consolidados. Queremos que a universidade expanda, mas que expanda com qualidade e estabilidade.

Além disso, os cortes de verba para a universidade já atingem os programas de permanência estudantil, em uma instituição que teve em sua fundação a ideia de popularização da universidade pública.

Agora, mais do que nunca, o movimento estudantil de toda a Unifesp precisa se inspirar nos estudantes secundaristas e radicalizar a luta contra os cortes. Precisamos botar para fora Temer e o ajuste fiscal, e lutar pela auditoria da dívida pública e ao taxação das grandes fortunas.

Que os ricos paguem pela crise. Educação não se vende, educação se defende!

Felipe Simoni, estudante de Ciências Sociais na Unifesp e militante do Juntos. fb: https://www.facebook.com/felipinas

Matheus Correia, estudante de História da Unifesp e militante do Juntos.