A Luiz Carlos Ruas, nossa gratidão e sede de justiça

27/dez/2016, 13h15

Luiz Carlos Ruas, vendedor ambulante de 55 anos, foi alguém que conheceu os significados de solidariedade e empatia. Luiz Carlos buscou socorro no metro de São Paulo, onde trabalhava, para impedir que um homem gay e uma travesti fossem violentados por dois homens que os perseguiam pela estação. Por isso, Luiz foi assassinado por espancamento.

É absurdo que o Estado não tome atitudes diante da crescente violência LGBTfóbica. Até lá, dependemos de mais gente como Luiz, que se solidariza com quem é diferente, simplesmente por serem pessoas. É preciso que hajam mais Luizes, para exigir providências do Estado, para que a LGBTfobia deixe de ser aceitável, para que o fim dessa história seja diferente. Um fim em que quem saia perdendo seja a LGBTfobia.

Ontem se foi Luiz, e a travesti Diana e seu amigo homossexual sobreviveram. Mas e hoje? E nos dias seguintes?

Se o Estado já não tomava atitudes com os governos passados, com Temer não há nenhuma esperança de que se tome alguma providência para que o Brasil deixe de ser o país em que mais se assassina LGBT.

Dependemos dos movimentos sociais, dependemos da solidariedade de quem não faz parte da sigla. E que, então, possamos dizer com mais e mais força: Luiz, presente!

 

 *Imagem de Diana fugindo dos assassinos de Luiz.*

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