Da Precarização à ameaça de fechamento do Hospital Universitário Pedro Ernesto

19/jan/2017, 11h59

Kainan Machado é militante do J! RJ e Coordenação da Loco Sudeste I – Rio de Janeiro, na Executiva Nacional dos Estudantes de Enfermagem- ENEEnf

 

Há algum tempo que estamos acompanhando às dificuldades que a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) vem enfrentando, muito antes da crise financeira que assola hoje o Brasil e atinge drasticamente o Rio de Janeiro. O Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) vem sendo sucateado e precarizado, com a má administração do governo estadual que se estende desde o governo Cabral até seu sucessor, Pezão. Ambos tiveram uma política que mantinha as benesses dos empresários cariocas em detrimento dos investimentos nas áreas públicas.

O HUPE não está totalmente abandonado, há resistência de profissionais e estudantes para que não seja permitida a terceirização dos serviços pelas Organizações Sociais (OS), Ebserh e afins, como vem acontecendo em muitos hospitais Universitários e seria de agrado do Governo do estado. De fato, isso vem incomodando os poderosos.

Todo esforço dos profissionais em evitar a paralisação dos serviços, está ficando cada vez mais dificultosa com a falta de soluções e de negociações por parte do governo do Estado. Salários e bolsas não estão sendo pagos, enfermarias e leitos estão fechados, sem condições básicas de atendimento. O HUPE não está podendo disponibilizar nem metade dos seus 500 leitos, não podendo também fazer nem 1/3 das suas 180.000 consultas de especialidades/ano e deixando sem possibilidades de atuação os seus profissionais, sem campo de aprendizagem e aperfeiçoamento seus estudantes e parando milhares de pesquisas necessárias para o avanço da Saúde.

Essa é uma das marcas dos governos do PMDB, que libera isenções fiscais um tanto suspeitas para grandes empresas, beneficiando até joalherias com prioridade em relação às áreas sociais, o que tem fomentado um levante liderado pela Segurança Pública e Educação, que não cessam enquanto seus direitos não forem garantidos.

Hoje os profissionais, estudantes e toda militância consciente, se uniram para dizer que sim, o HUPE vai resistir, ele vai retornar a sua capacidade de atendimento e que a continuação desse desmonte não será permitida.

Ao Governador, seu partido e demais instâncias responsáveis por esse processo, dizemos que todo enfrentamento será feito e toda luta necessária será travada!

A UERJ vai resistir e o HUPE vai viver!

Vem aí...

Acampamento Internacional das Juventudes em Luta: Rio de Janeiro, abril de 2017