Beto Richa rouba dinheiro da educação e os culpados somos nós?

22/fev/2017, 21h55

Assine o abaixo-assinado por uma CPI que investigue o desvio de verba das escolas estaduais do Paraná: https://goo.gl/cfeMhd

Por Bianca Gans Lovato e Renata Zucheli – Juntos! PR

Se nos primeiros anos da segunda gestão do governo de Beto Richa (PSDB) o calote na Educação paranaense já era assombroso, 2017 começa quente: escolas e turmas sendo fechadas, perseguição à professores e mais um escândalo de corrupção, agora envolvendo o braço direito de Richa.

O tucano Valdir Rossoni, atual Secretário Chefe da Casa Civil do Paraná, teria desviado ao menos R$ 17 milhões, entre verbas federais e estaduais para a construção de escolas estaduais, em conluio entre poder público e iniciativa privada. Uma das empresas investigadas operava no mesmo endereço do seu escritório, no edifício Palladion.

No começo de 2015, o Ministério Público investigou a ligação entre fraudes da Receita do Estado e a campanha a reeleição de Beto Richa, um auditor fiscal que integrava o esquema no fisco paranaense afirmou em delação premiada que ele e seus colegas arrecadaram até R$ 2 milhões via caixa 2 do tucano em 2014. Escândalo de corrupção que envolveu até mesmo Fernanda Richa, esposa do governador.

A Educação é feita de marionete nos governos tucanos

No ano passado os secundaristas de todo o estado deram o recado à Temer e Mendonça Filho: nada deve ser decidido sobre nós sem nós! As mais de 800 escolas estaduais ocupadas no Paraná são alerta para as medidas de hoje de Richa. Depois de anunciar o fechamento de 200 escolas até o fim de 2017 e de acelerar o fechamento de turmas desde o ano passado, o novo ano retomou a perseguição aos educadores do estado com a redução da hora atividade e os critérios de distribuição de aulas alterados para redução de gastos.

Segundo a secretaria de Educação do Paraná, estima-se que a diminuição da hora-atividade leve a uma redução de sete mil cargos na rede estadual de ensino (considerando padrões de 20 horas/aula semanais válidos até então), e a uma economia de cerca de R$ 300 milhões por ano pelo governo do estado. Além de economizar na educação, Beto Richa está punindo de forma ilegal professoras e professores que estiveram em licença, médica ou não, um direito trabalhista. Não serão atribuídas aulas extraordinárias (ou seja, aquelas que extrapolam o período para o qual o profissional foi contratado) aos professores concursados e nem turmas aos profissionais PSS que somaram 30 dias ou mais de afastamento nos últimos três meses de 2016.

Em assembleia do Sindicado dos Professores do Paraná (APP) no começo de fevereiro, a categoria votou por iniciar a greve em 15 de março, um mês após o início do ano letivo.

O sucateamento das universidades estaduais não tem fim

O governador investe arduamente ano a ano no sucateamento das universidades estaduais, não efetuando o repasse da verba de custeio que fora sucumbida em 50%, para a manutenção das universidades. O descaso com a educação no mandato do tucano não tem fim. As universidades estaduais do Paraná pedem socorro! O risco de fechamento de algumas universidades é eminente. As demissões de terceirizados, estagiários e funcionários estão sendo efetivadas para suprir esses cortes de gastos e impedir o possível fechamento das universidades. As aulas na Universidade Estadual do Centro-Oeste, que teriam início nesta segunda-feira (20), tiveram de ser suspensas devido a não autorização, por parte do governo do Estado, da contratação de professores colaboradores, tornando assim impossível que cerca de 700 disciplinas fossem ministradas, inviabilizando a volta às aulas neste primeiro semestre de 2017.

Universidade pública, gratuita e de qualidade? Um direito de todos. Mas não é assim que a direita governa. Além de toda a precarização das universidades, o governo do estado decretou a transferência de 80% do que é arrecadado pelas instituições para o Tesouro Geral do Estado, dinheiro este que será destinado ao pagamento da dívida pública. O declínio das estaduais paranaenses é o reflexo de um governo que prioriza a máfia de empresários, banqueiros e patrões envolvidos em escândalos de desvio de dinheiro que efetiva o desmonte da educação, saúde e segurança pública paranaense.

Os poderosos da ALEP não governam e nunca governaram para o povo.