Nota do Juntos! RJ sobre a operação da Força Nacional no Rio de Janeiro à pedido de Pezão

15/fev/2017, 14h26

Na última terça-feira (14) começou na capital do Rio de Janeiro e região metropolitana a chamada “Operação Carioca”, o emprego de 9.000 homens da Força Nacional que foi autorizado pelo presidente Michel Temer (PMDB), à pedido do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ). Inicialmente previsto para durar nove dias a operação, semelhante a que ocorreu durante os Jogos Olímpicos, foi adiada até o dia 2 de março e ocorre em meio ao caos econômico e social vivido pelo estado do Rio de Janeiro, no momento onde os governos estadual e federal atuam em unidade para aprovar um pacote de ajuste contra o povo fluminense, que inclui a privatização do maior ativo do estado, a CEDAE.

Como já vem sendo divulgado pelos veículos de mídia um dos objetivos dessa operação é garantir a aprovação do pacote de maldades na ALERJ, no Centro do Rio, que tem sido palco de resistência dos servidores públicos e estudantes, em atos que podemos chamar de heroicos que já vêm sendo duramente reprimidos pela PMERJ. Além disso, com a crescente movimentação dos PM’s, suas esposas e familiares por melhores condições de trabalho e contra a calamidade do PMDB, o emprego das Forças Armadas tem também como finalidade anular a força das mobilizações do setor, o governo do estado vem pressionando os policiais e familiares a apoiar a privatização da CEDAE em troca do atendimento de suas reivindicações. Na manhã desta quarta (15), a presença das tropas federais já começaram a apresentar resultados negativos, um homem foi morto em uma suposta “troca de tiros” com fuzileiros navais na Avenida Brasil. O problema é que os próprios grandes jornais já noticiam que a arma empunhada pelo homem era de brinquedo.

Nós do Juntos! RJ repudiamos a militarização das nossas cidades e acreditamos que iniciativas como a “Operação Carioca” não resolvem a grave crise de segurança pública na qual estão mergulhados nosso estado e país, muito menos quando existe o claro interesse político em reprimir a mobilização de trabalhadores e estudantes que resistem aos ataques de um governo que faliu o estado e quer cobrar dos “de baixo” a fatura dessa conta. A morte de uma pessoa já no segundo dia de operação explicita as consequências de uma cidade militarizada, que instiga ainda mais os conflitos sociais já tão agudos. Nós do Juntos! não aceitaremos qualquer ataque desses dois governos ilegítimos do PMDB, continuaremos nas ruas contra privatização da CEDAE, todo o pacote de maldades e pela cassação da chapa Pezão/Dornelles para convocação de novas eleições diretas.

Vem aí...

Acampamento Internacional das Juventudes em Luta: Rio de Janeiro, abril de 2017