Nosso futuro não será terceirizado: construir a greve geral!

24/mar/2017, 14h48

Na última quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou o PL4302, liberando a terceirização irrestrita e avançando no pacote do governo Temer de barateamento do trabalho no Brasil. Cada vez mais desgastados, o governo e o congresso corruptos tem pressa para retirar direitos trabalhistas e agradar o grande capital.

A terceirização, aliada a PEC 55, reforma do ensino médio e reforma da previdência, demonstra qual o plano do governo de Michel Temer: o de retirada de direitos das e dos trabalhadores, principalmente da juventude, das mulheres e da negritude, fortalecendo os grandes empresários e os banqueiros, dando aos ricos o que retiram dos pobres. Por trás dessa PL está a taxa de lucros de grandes empresas sobre o trabalho.

Os trabalhadores terceirizados recebem cerca de 25% a menos que os contratados diretamente. Essa relação atinge de forma direta a vida das mulheres trabalhadoras, em sua maioria preta, que já recebem pelo menos 30% a menos que os homens. São também as mulheres a maioria entre os terceirizados, o que remete ao histórico do patriarcado, condicionando as piores condições de vida às mulheres.

A juventude também será fortemente atingida. A maioria dos jovens que concluem ou desistem do ensino médio não conseguem entrar nas universidades. Sem educação e alvo das empresas terceirizadas, devido a mão de obra barata, a juventude se concentra cada vez mais nas fábricas, trabalhando 14 horas por dia, correndo o risco de ser demitida a qualquer momento sem garantia alguma de direitos. Se reduz o custo do trabalho e aumenta a exploração da classe trabalhadora. É dessa forma que a terceirização se consolida como um pacote de maldades nas costas da juventude.

Impulsionado pelo grandioso dia Internacional das mulheres, no dia 15 de março, os trabalhadores e os movimentos sociais deram uma importante demonstração de força e unidade, com dezenas de greves, paralisações e passeatas contra a reforma da previdência. Enquanto isso, a casta política demonstra estar apodrecendo, tentando aprovar a todo custo a anistia ao caixa 2, para jogar debaixo do tapete seus escândalos de corrupção, e determinada a avançar com o programa de desvalorização do “custo Brasil”, a precarização do trabalho e a privatização e desmonte dos serviços públicos.

Neste momento, é fundamental que as centrais sindicais discutam e convoquem um calendário unificado na defesa das e dos trabalhadores. Juntos podemos mobilizar a sociedade contra o plano Temer, a partir de uma greve geral impulsionada nas bases, que transborde e tome o Brasil com o apoio da juventude que ocupou universidades e escolas contra a PEC do fim do mundo e que segue mobilizada com a bandeira Fora Temer! É preciso construir um novo junho em unidade com todos os setores combativos para que não tenhamos nenhum direito a menos.

Por isso, convocamos a todas e todos para que se somem nesse passo de construção de uma alternativa a Trump e Temer, estaremos reunidos com jovens de dezenas de países no Rio de Janeiro, de 13 a 16 de abril. O Acampamento Internacional das Juventudes em Luta coloca que a disputa não é somente Trump e Temer versus nós, mas também do medo versus a esperança. Este Acampamento, no coração da Primavera Carioca, será para reafirmar a segunda opção como nossa!

 

INSCREVA-SE https://acampamento.juntos.org.br/

Juventude com futuro é juventude sem Temer!