As mulheres vão parar o DF: Não ao PL 1465/2013

29/jun/2017, 12h19

Ontem um ataque às mulheres foi aprovado pela CLDF. O projeto de Lei que obriga mulheres gestantes vítimas de estupro a visualizarem imagens do desenvolvimento de fetos para melhor se “esclarecerem sobre os riscos e consequências do aborto”, de autoria da deputada distrital Celina Leão (PDT) foi aprovado pelos deputados da câmara distrital, e encaminhado para sancionamento do governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB).

Desde 2014, a CLDF é conhecida e marcada por uma das atuações mais conservadoras do país – como a autoria do Projeto de lei da Escola sem Partido e recentemente a derrubada do Projeto de Lei que criminalizava a homofobia no Distrito Federal -, ao passo que é recorrentemente foco de diversas manchetes nos jornais por inúmeros escândalos de corrupção. Essa é mais uma das ações que mostram como os políticos que hoje ocupam ocargo de deputados distritais nessa câmara possuem claras intensões de retroceder nos direitos de nossas mulheres, juventude, LGBTs e trabalhadores.

A crueldade desse projeto se mostra em mais uma vez a atuação do legislativo ir no sentido de culpabilizar mulheres vítimas de estupro, as submetendo a situações de violência psicológica para duvidarem se devem ou não exercer um direito que já lhes é assegurado por lei. A luta das mulheres no último período nas chamadas “primaveras feministas” ia também no sentido de fortalecer a luta por mais direitos. Hoje no Brasil, cerca de 50 mil mulheres morrem pela realização de abortos clandestinos. O movimento feminista tem se mobilizado no sentido de avançarmos no direito ao próprio corpo das mulheres. esse projeto vai na contramão das recentes lutas travadas pelas mulheres no Brasil. Se as mulheres derrubaram Cunha, agora é preciso unificar forças e exigir que o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, vete esse projeto, e assegure que o pouco que já temos garantido em lei pelo direito aos nossos próprios corpos seja assegurado.

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