Primeiramente, demarcação já!

27/jul/2017, 13h16

Por Tauan Satyro

Não é novidade para ninguém que o (des)governo Michel Temer não têm compromisso algum com os povos tradicionais. Que o compromisso de Michel Temer é unicamente com os de cima, e com ele mesmo. Temer não têm legitimidade para estar no cargo de presidente do país, e muito menos para negociar os direitos dos povos indígenas em troca de apoio no congresso nacional.

Na foto: Temer e Blairo Maggi, ministro da agricultura, ruralista e dono de uma das maiores empresas exportadores de soja do Brasil.

O Parecer 001/2017 da Advocacia-Geral da União aprovado por Michel Temer, é uma violência contra os direitos dos povos originários, e uma estratégia de Temer para conseguir os votos necessários para se livrar das acusações que pairam contra ele e de uma futura condenação, que levaria ao seu impeachment.

Ao aprovar este parecer, que mais uma vez tem como foco colocar a tese do marco temporal como determinante para a demarcação de terras no país, uma tese absurda, que ignora todo o processo violento de expropriação sofrido pelos povos nativos desde a invasão europeia, Michel Temer conquista o apoio da principal bancada do congresso, a bancada dos representantes do agronegócio, a ruralista.

Não podemos permitir que os direitos dos povos tradicionais sejam negociados por Michel Temer em troca de apoio, em hipótese alguma. O dever da União é realizar a demarcação e não negociá-las com latifundiários, por isso nos colocamos contra o parecer, contra Temer e a bancada do agronegócio e em apoio aos povos indígenas de todo o país.

FORA TEMER! DEMARCAÇÃO JÁ!