Nós, do Juntos – Rio de Janeiro, também gritamos: “Fora Temer, fica Amazônia”

30/ago/2017, 16h12

Por Tauan Satyro, do Juntos! RJ

Não é novidade para ninguém que o (des)governo Temer tem utilizado como desculpa, a estabilização econômica e a geração de empregos, para aprovar medidas que nada mais são que um golpe contra a população brasileira.

A privatização tem sido uma das marcas deste governo golpista, e a bola da vez é abrir para atividade de mineradoras privadas uma área de 46.450 metros quadrados, colocando em risco 9 áreas protegidas da Amazônia e a vida dos povos indígenas, habitantes da região.

É preciso lembrar que a bancada ruralista é a maior força do Congresso Nacional. Sendo justamente a esta bancada que Temer busca agradar quando aprova leis, decretos e medidas como esta em troca de apoio futuro.

Vale lembrar também que esta medida de Temer, tenta expandir a exploração de minérios no país pelo setor privado, antes mesmo de os responsáveis pelo crime ambiental de Mariana serem punidos por conta do desmoronamento da barragem da mineradora Samarco. A tragédia tirou a vida de 19 pessoas e atingiu 40 cidades, causando danos irreversíveis ao meio ambiente.

Por isso, em meio a tantas questões, dizemos não à mineração e a Michel Temer! É preciso que a esquerda se comprometa, que aqueles que se dizem socialistas, na luta por uma mudança social profunda, assumam também um compromisso com questões ambientais, com uma mudança no modo em como tem se dado a relação do Homem com natureza.

Precisamos lutar contra o avanço do grande capital, do agronegócio e de todos os poderosos que cometem crimes ambientais diariamente e, consequentemente, colocam em risco a vida de todos nós, visando unicamente o lucro.

No entanto, não podemos cair no discurso da sustentabilidade que pinta tudo de verde, mas não foge à lógica produtivista e consumista do capital, pois este discurso não nos serve.

Defender a preservação de nossas florestas, é defender a saúde da terra, dos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e a sua segurança. É defender a vida de todos nós. É dizer que não aceitaremos que outra tragédia como a de Mariana ocorra.

Não à mineração!