O projeto de crise na educação e a quem interessa uma educação precarizada?

03/ago/2017, 17h25

 

Por Lucas Cardoso, estudante da PUCRS

 

O projeto de crise na educação e a quem interessa uma educação precarizada?

É fato que estamos atravessando uma das piores crises do sistema capitalista mundial. Muitos países estão com sua economia no vermelho e aqui no Brasil não é diferente, estamos vivendo uma crise que já gerou 14 milhões de desempregados, está aumentando cada vez mais o preço dos alimentos e assim fazendo que estes sumam da mesa das familias.

É uma crise que faz com que o capital se concentre cada vez mais nas mãos de poucos, e para que esse capital continue se concentrando em poucas mãos é nescessário um brutal ajuste fiscal nos trabalhadores e nos estudantes, cortando direitos e explorando cada vez mais.

Dentro disso, a educação em todos os âmbitos é a mais atacada, os professores que não recebem ou recebem parcelado (como o caso do RS), escolas com estruturas precárias, alunos sem nenhum auxilio para se manter na sala de aula, etc.

Nas universidades não é diferente, as federais e estaduais estão em situação de penúrias, como o caso da UERJ onde a universidade está fechando as portas por não ter mais condição de continuar as atividades. No Rio Grande do Sul, a universidade estadual (UERGS) corre o risco de fechar pela má administração do governador Sartori (PMDB). Se por um lado isso é muito ruim para nós, estudantes, tem alguém que lucra com isso, seja a curto ou a longo prazo. A curto prazo estão os tubarões da educação, os donos de universidades, escolas e cursinhos pré vestibular, que com a falência da educação pública ganham milhões fazendo da educação uma mercadoria. E também há aqueles que a longo prazo se beneficiarão por estar em um espaço privilegiado, continuarão a manter a educação ao alcance de alguns, logo, o capital nas mãos de poucos, perpetuando um sistema econômico desigual.

Devemos lembrar que os ataques à educação não começaram hoje, eles vem sendo aplicados desde o governo Dilma quando foram cortadas 50% das vagas do Pronatec e FIES. O governo Temer intensificou estes ataques com a reforma do ensino médio, com a nomeação do conservador Mendonça Filho para ministro da educação e com o congelamentos de investimentos por 20 anos.

Enquanto os governos não param de cortar na educação, não é atoa que nos últimos anos o setor que mais cresceu é o da edução particular como o grupo Kroton – que, não por coincidência, é um grande amigo de Lula.

A juventude tem direito ao futuro, e ter direito ao futuro é ter acesso à uma educação emancipadora e de qualidade, uma educação que visa a formação de cidadãos e também fomente o senso crítico, uma educação inclusiva e para todos.

Nesta semana, várias universidades federais anunciaram que podem paralisar por falta de verbas, não podemos deixar que um governo que gasta milhões para se livrar do processo de investigação comprando deputados diga que para nossas universidade não tem dinheiro. É o nosso futuro que está em jogo, queremos mais verbas para a educação pública!