Ocupar pelos nossos direitos: SP não está à venda

10/ago/2017, 12h22

Por Juntos SP

Os movimentos sociais vêm tentando dialogar com a prefeitura e os vereadores de SP sobre o corte no passe livre e as privatizações, mas não fomos aceitos. Então ontem (09/08), durante a reunião da comissão de transportes na Câmara de Vereadores, ocupamos o plenário em defesa dos nossos direitos. Se essa é a única linguagem que eles entendem, vão ter que nos ouvir.

Num momento em que as relações corruptas entre grandes empresas e políticos estão sendo desmascaradas, o projeto de João “Dólar”, de privatizar São Paulo inteira, é uma afronta. Essas privatizações são um exemplo do toma lá, dá cá que nos trouxe a essa situação, e que continua sendo a forma de governar. O grupo de empresários que querem comprar a nossa cidade é o mesmo grupo do qual nosso prefeito gourmet faz parte. Ele quer entregar a cidade para meia dúzia de empresários poderem lucrar com o metrô, terminais de ônibus, parques, mercados, tudo sem a menor preocupação com quem vive nessa cidade. Queremos que seja feito um plebiscito já, iniciativa protocolada pelos mandatos da vereadora Sâmia Bomfim e do Toninho Vespoli, do PSOL, para colocar os dois projetos de privatização que estão tramitando a voto popular.

Como se não bastasse as privatizações, Dória cortou as passagens do passe livre estudantil, retirando o direito dos estudantes de andarem pela cidade livremente. Na cabeça dele, aluno só serve pra ir e voltar pra aula, não pode ter lazer nem cultura. O acesso à cidade não pode ser restringido apenas à escola. A vitória que obtivemos do passe livre, fruto das manifestações contra o aumento da tarifa, foi conquistada com muita luta, e não vamos aceitar retrocessos.

Essas tentativas de vender a cidade e ao mesmo tempo restringir o nosso acesso a ela são parte de um projeto de São Paulo para os empresários-amigos do prefeito, em que eles lucrem cada vez mais. Mas desde a ovada em Salvador até a ocupação da Câmara de SP, se depender de nós Dória não vai ter um dia de descanso. Estamos ocupando pra ser ouvidos e para poder decidir sobre a nossa cidade com um plebiscito já, porque nossos direitos não estão à venda!