Nenhum direito a menos. Não temos que curar o que somos

04/out/2017, 14h31

A marginalização e repressão da população LGBT+ faz uma vítima a cada 25 horas no Brasil. Transsexuais e travestis, desde a segunda metade do século XX, são patologizadas e diagnosticadas com transtornos psquiátricos. O risco de mulheres trans ou travestis serem assassinadas é 14 vezes maior do que de outros grupos LGBT’s. Isso não é normal.

E precisamos falar sobre as altas taxas de suicídio da população LGBT+. A única doença que nos acompanha é o preconceito que nos persegue e mata todos os dias. A LGBTfobia consiste, além da agressão física, em agressões psicologicas, repressão, bullying. É de extrema importância que seja discutido orientação sexual e gênero dentro das escolas. Somente assim, o preconceito vai se desenraizar da sociedade, uma vez que o respeito e a igualdade são praticados e ensinados desde cedo.

A importância de trazer esse tema para o dia a dia daqueles que frequentam a UFRJ vêm se tornando cada vez mais evidente. As opressões ocorrem constantemente dentro da universidade, no entanto, são tão frequentemente invisibilizadas. Infelizmente a academia, que deveria ser um ambiente de debates e amadurecimento da sociedade, é um espaço que dá mais lugar ao preconceito em vez da conscientização.

Violências físicas e psicológicas tem sido reproduzidas em todos os ambientes estudantis. Desses, a agressão de uma mulher trans semana passada e o assassinato de Diego Machado no Campus do Fundão no último ano são dois dos casos. Aliado a isso a LGBTfobia vem sendo tratada como algo sem importância, quando na verdade os ataques aos nossos direitos, nossa integridade e nossas vidas tem crescido a cada ano. É hora de parar e refletir!

Não podemos aceitar que as universidades, formadoras de pessoas, sejam lugares que reproduza o ódio e o preconceito. Vamos ser mais racionais e menos conservadores. Afinal, os debates e convívios com vivências distintas auxiliam no crescimento da ciência e da sociedade como um todo.

A distribuição de cartazes pelo campus do Fundão teve como objetivo mostrar que a população LGBT ocupa sim os espaços da universidade, luta e resiste diariamente à todos os ataques que a educação e saúde sofrem, mas também lutam para sobreviver.

NENHUM DIREITO A MENOS. Não temos que curar o que somos.