A crise política sendo paga pelo povo: 13° é direito!

21/dez/2017, 14h18

Por Renata Moara, do Juntos! Santarém.

O ano de 2017 foi marcado por diversas lutas travadas pela juventude e pela classe trabalhadora, lutas essas que giraram em torno da crise política que nosso país atravessa vendida como crise financeira à classe trabalhadora, enquanto as grandes empresas e bancos lucram cada vez mais.

Esse discurso de crise financeira vem afetando diversos serviços como saúde, educação, segurança pública, e nesse universo de setores que recebem o ônus da crise política estão os servidores públicos dos estados e municípios que por todo país estão com os salários atrasados e com pouca, ou nenhuma, perspectiva de pagamento. No Rio de Janeiro os servidores públicos enfrentam meses sem receber seus salários enquanto vê corruptos como Garotinho recebendo o habeas corpus de Gilmar Mendes.

No Rio Grande do Sul a situação não é diferente, os salários estão sendo parcelados há 10 meses, além disso há previsão de demissão de 1200 servidores públicos.

E nesse final de ano as trabalhadoras e trabalhadores públicos enfrentam mais um ataque, agora em relação ao 13° salário. Em alguns estados os trabalhadores não tem previsão de quando receberão o 13°, é o caso do Rio Grande do Norte, onde os setores de saúde e segurança estão em greve. Outros estados como o Tocantins o pagamento deverá ser feito a todos os servidores até o final de janeiro. No Rio Grande do Sul a assembleia legislativa votou pelos empréstimos concedidos pelo Banrisul para o pagamento do 13° salário, ou o parcelamento em 12 vezes! No Rio de Janeiro também haverá esquema de empréstimos para pagamento dos salários de outubro e do 13° do ano de 2016!

A crise política está instalada para a classe trabalhadora, em um ano emblemático de governo Temer, em que a lei da terceirização e a Reforma Trabalhista foram aprovadas pela maioria do congresso corrupto,essa última que rasga a CLT e precariza ainda mais as trabalhadoras e trabalhadores, a CLT garantia direitos como 8 horas diárias de trabalho, férias remuneradas, inclusive o pagamento de 13°, a nova regulamentação trabalhista está em vigor desde novembro, e até mesmo antes dela os ataques ja podiam ser sentidos. O que esperar para 2018 com essa nova lei trabalhista que afeta tanto os ja empregados como aqueles que ainda serão contratados?

Temos ainda a Reforma da Previdência, mais uma parte do pacote de maldades do governo Temer, reforma essa que impulsionou nossas maiores lutas nesse ano, como a vitoriosa greve geral de 28 de abril, graças a pressão popular a reforma não conseguiu ser aprovada em definitivo, e vai ser votada novamente em fevereiro de 2018. Devemos nos manter firmes e prontos para o embate em busca da garantia dos direitos que ainda temos.

Queremos respeito aos servidores públicos que se doam ao estado e nem seus salários recebem, e tem que ver suas famílias em condições absurdas de abandono por parte do governo. O salário e o 13° são direitos da classe trabalhadora, e estaremos lutando para que os servidores não tenham nenhum direito a menos!