Se vamos juntos, a indignação toma o poder!

01/mar/2018, 13h01

BALANÇO ESCOLA DE QUADROS DO J!

Entre os dias 22 e 25 de fevereiro reunimos em São Paulo cerca de 70 militantes, para a realização da Escola de Quadros do Juntos! Estiveram presentes Rio Grande do Norte, Bahia, Brasília, BH e Uberlândia de Minas Gerais, Rio de Janeiro, várias cidades de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santarém e Belém do Pará. Além de toda a diversidade de nossa juventude, mulheres, negritude, LGBTs, pessoas trans, indígenas, secundaristas, universitários e ativistas de movimentos de cultura, urbano…

NOSSOS DESAFIOS

Os objetivos da Escola se concentraram em atualizar a necessidade do Socialismo, o papel da nossa organização, nossa estratégia revolucionária e a importância do trabalho de base.

Buscando ir além do imediato, nos desafiamos a compreender e elaborar sobre o período de interregno que vivemos e as tarefas que se apresentam diante dele. Elaboramos um programa movimento que busca atualizar nossas consignas e palavras de ordem.

Para isso, as mesas tiveram como fonte os clássicos do pensamento marxista e posicionaram o método materialista histórico dialético como central em nossas análises. Avançamos no entendimento dos conceitos básicosda dinâmica da sociedade capitalista, o entendimento sobre o Estado, e os marcos do atual estágio de crise total que vivemos. Resgatamos as experiências históricas que marcaram o ano de 1968 – que 50 anos depois tem muitas lições a nos ensinar, como o Maio Francês, a experiência de construção dos Panteras Negras e a via chilena ao socialismo de Allende. Confira aqui uma reportagem especial sobre esses exemplos históricos.

UNIDADE NA DIVERSIDADE

Desde a explosão da crise, a juventude vem sendo linha de frente de várias batalhas, resgatando e renovando métodos de luta. Colocando novas perguntas, com respostas em construção. Aprendemos que só a unidade dentro da diversidade pode representar a totalidade e nos organizar para enfrentá-la.

Como internacionalistas compreendemos o mundo e suas movimentações por um olhar global, por isso reafirmamos nossa solidariedade ativa com os povos em luta. Defendemos o coletivo como o sujeito capaz de lutar e vencer.

Um dos marco da crise é a disputa liberal das pautas impulsionadas pela juventude. Apresentando saídas individuais como soluções para os nossos enfrentamentos. Nesse sentido, como anticapitalistas que somos, reafirmamos o sentido de classe em nossa luta feminista, antiracista e LGBT, buscando disputar junto a esses movimentos o horizonte estratégico de ruptura com o sistema.

AS TAREFAS DE NOSSA ORGANIZAÇÃO

Em um período de interregno marcado pela polarização de projetos, temos o desafio de construir uma alternativa à Esquerda. O papel do Juntos! nesse processo é fundamental. Nossa fortaleza está no enraizamento de nossas construções nos locais de estudo, moradia e trabalho.

A necessidade de superar a velha esquerda e combater a direita nos impõe o estudo e a propaganda como fundamentais para uma intervenção coletiva que reafirme nossa tradição e horizonte estratégico. A construção de um programa que represente e seja uma alternativa virá, numa relação dialética, da nossa capacidade de recolher e representar as demandas e necessidades dos que sofrem com os impactos da crise. Um programa movimento que seja elaborado a partir das mobilizações reais em defesa de nossos direitos.

Este é para o Juntos, o sentido concreto do trabalho de base. Nossos principais aliados não estão nos acordos da velha política, estão nas ruas, nas universidades, escolas, locais de trabalho sofrendo coletivamente com os ajustes, os racismo, o machismo e a LGBTfobia – que nós sejamos parte dessa resistência coletiva, enfrentando e assim construindo algo totalmente novo.

SE VAMOS JUNTOS, A INDIGNAÇÃO TOMA O PODER!

A Escola se consolidou como um marco de refundação do Juntos! diante dessa etapa histórica. Que perante os desafios ousemos cada vez mais. Que exijamos o impossível! O compromisso de nossa geração está com o porvir.

Leia abaixo _“Manifesto da juventude negra, mulher, trabalhadora, estudante, LGBT em defesa da necessidade de um programa-movimento coletivo que nos leve a tomar o poder e transformar o mundo!”

 

MANIFESTO SE VAMOS JUNTOS, A INDIGNAÇÃO TOMA O PODER