A luta continua! Nos 50 anos de maio de 68, a França segue resistindo!

14/abr/2018, 17h05

Assim como tem acontecido em diversos países (Brasil, Estados Unidos, Argentina), os direitos do povo na França estão sob ataque. Os de cima querem implementar uma agenda neoliberal e jogar a conta da crise pra juventude e pros trabalhadores.

O presidente francês Emmanuel Macron implementou desde janeiro deste ano uma reforma trabalhista que, assim como a de Temer no Brasil, flexibiliza as leis de trabalho e aposentadoria e retira garantias dos trabalhadores conquistadas com muita luta.

Macron vem atacando também a educação com a Reforma do Acesso a Universidade, que concede às universidades publicas o direito de criar critérios seletivos para a admissão de estudantes. O que na verdade essa reforma representa é a elitização das universidades e a exclusão de milhares do ensino superior publico. Isso potencializa os cortes orçamentários que ja vem acontecendo e que tem limitado o acesso à educação.

Mas Macron não ataca sem reação e suas reformas impopulares tem sido respondidas com bastante luta. Os trabalhadores ferroviários pararam cerca de 2/3 das ferrovias do país como parte de uma forte greve. Ontem (13/4), a Torre Eiffel não abriu por conta da paralisação dos servidores da segurança. Mais de 400 estudantes ocuparam, na ultima quinta (12/4), a tradicional Universidade Sorbonne em Paris em resposta à reforma na educação. Do lado de fora, centenas de estudantes resistiam ao cordão de isolamento feito pela polícia. Mais tarde, a polícia invadiu a ocupação e evacuou o prédio.

Além da Sorbonne, outras universidades vem sido ocupadas desde março. Em Lyon, a ocupação da Universidade Lumière-Lyon-2 foi duramente reprimida durante evacuação feita pela polícia com balas de borracha e bombas de gás de pimenta.

Mesmo com bastante repressão nas ocupações e protestos de rua, os ventos, que vêm das lutas de maio de 1968, fazem a unidade entre trabalhadores e a juventude em pé de resistência contra as reformas de Macron, que pretende aprovar outras inúmeras reformas e enfrentará dura resistência do povo.

Nós do Juntos! apoiamos a luta dos trabalhadores e da juventude que vêm resistindo na França. Repudiamos a ação violenta da polícia contra o povo. Prestamos solidariedade à luta do povo francês em nome dos aguerridos estudantes e dos trabalhadores ferroviários grevistas. Repudiamos também as reformas e ataques de Macron. É um absurdo que se corte do povo enquanto se gasta milhões na guerra contra a Síria. Nos somamos à luta contra o sistema que esmaga de cima pra baixo os 99%. Não mexerão nos nossos direitos!

A luta continua!