Apoio à Greve dos Rodoviários: abusivos são o governo e os patrões!

A greve dos rodoviários de Belém, Ananindeua e Marituba chega ao 5º dia. Com o patronato sem dar sinal de negociação. A categoria segue radicalizada por melhores condições de trabalho e por uma jornada mais humanizada. No último dia 20 de abril o Tribunal Regional do Trabalho da 8º região determinou o retorno das atividades dos rodoviários sob justificativa da abusividade da greve, em paralelo a isso as obras do BRT Belém iniciadas em 2011 – obra de mobilidade urbana que em tese melhoraria o transporte público na cidade – permanecem sem previsão de término, e a justiça se mantém calada diante de uma obra que já dura 7 anos, 3 mandatos e 2 prefeitos diferentes.

Fica claro que quando há mobilização que venha a ferir os interesses dos grandes empresários e quebrar a hegemonia do oligopólio do transporte público de Belém, a justiça age de maneira rápida e eficaz, muito diferente da sua letargia em relação à demora da conclusão das obras do BRT do prefeito cassado Zenaldo Coutinho.

Enquanto isso, o secretário de segurança do governo tucano de Jatene garante que se sente seguro numa das cidades mais perigosas do mundo, Belém. Tudo isso é um completo desrespeito com a população e com os trabalhadores e trabalhadoras que vivem com medo sob a possibilidade de serem assaltados a qualquer momento dentro de um coletivo, sendo esta também uma das principais pautas dos rodoviários. Assim como a melhoria nas condições de trabalho, com saúde, segurança, reajuste salarial e justa carga horária de trabalho com instalação de identificação biométrica.

A juventude e a classe trabalhadora são os principais setores prejudicados pelo descaso com o transporte coletivo. Todos os dias subimos em ônibus sujos, quebrados, lotados e com a incerteza de segurança. Por isso, nós do Juntos, prestamos todo nosso apoio e solidariedade a greve dos rodoviários da região metropolitana de Belém, e estaremos fortalecendo os piquetes e as manifestações lado a lado dos trabalhadores.

Não há revolução sem sacrifícios, não há garantia de direitos sem luta!

Por Juntos Belém

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