NOTA SOBRE A SITUAÇÃO DA UNB: NENHUMA CONFIANÇA NO MEC

13/abr/2018, 16h27

UNIDADE PARA RESISTIR, OUSADIA PARA AVANÇAR!

 

Desde a aprovação da emenda 95, do teto dos gastos, a universidade sofre um desmonte brutal. Ao contrário do que diz a campanha mentirosa do MEC, houve uma redução da verba de custeio, que inclui as despesas com assistência estudantil e praticamente todos os gastos que não são de pessoal (servidores concursados). Além disso, por conta dessa emenda, o MEC impede que a UnB utilize seu caixa próprio para custear a universidade. Em 2018, são mais de 50 milhões de reais que poderiam ser utilizados para impedir cortes na universidade e que ficam congelados. Ao invés de gastar dinheiro com publicidade enganosa, o MEC deveria liberar as verbas para a educação!

Frente a isso, a reitoria errou ao invés de enfrentar o MEC e os cortes, promovendo o aumento do RU, demissões de terceirizados e cortando os estágios. Essas políticas prejudicam os setores que mais precisam de condições para permanecer na universidade. A reitoria deve se comprometer que não haverá retirada de direitos e se somar na luta contra a emenda 95 e o MEC.

Achamos mais do que justa a ocupação e nos somamos àqueles que querem enfrentar o MEC para que a UnB tenha condições de continuar funcionando. Queremos uma universidade cada vez mais popular, dos e para os 99%. Para isso, vamos derrotar a política de estrangulamento das universidades promovida pelo governo federal, que busca apenas privatizar a universidade e avançar com o debate sobre cobrança de mensalidades.

Nós do Coletivo Juntos, do RUA e da União da Juventude Comunista, defendemos que a assembleia geral de segunda seja convocada amplamente pelo DCE, que ocorra na reitoria para fortalecer a ocupação e que tire uma indicação de greve para os cursos. A partir disso, que sejam realizadas assembleias de cursos para deliberar sobre a greve e tirar iniciativas para fortalecer o movimento. É preciso unidade da comunidade universitária contra o MEC, que agora quer intervir na UNB a partir de uma auditoria externa e enviesada rasgando a autonomia universitária, e contra o governo Temer, que quer destruir a Universidade Pública Brasileira.

Além disso, pedimos apoio do movimento estudantil em todo o país, e fazemos um chamado pra que as universidades como um todo se somem à luta em defesa da educação pública para fortalecermos um movimento nacional.