O Brasil vai parar: em apoio à greve dos caminhoneiros e fora Temer!

23/maio/2018, 23h33

Por: Juntos! Paraná

Desde julho de 2017, quando Temer adotou um novo método para o reajuste nos preços dos combustíveis, fazendo com que o preço dos combustíveis derivados do petróleo (Gasolina, Diesel e Gás de cozinha – GLP) tivessem uma série de aumentos consecutivos.

No início desse ano, após uma contínua alta do preço do gás de cozinha, várias famílias brasileiras tiveram que recorrer ao álcool e a lenha como formas de preparar suas refeições. O resultado dessa política catastrófica foram várias vítimas de queimaduras relacionadas ao uso inadequado do álcool como combustível.

Alguns meses depois, a crise que explodiu essa semana foi por conta do preço da gasolina e do diesel.

Após uma semana de aumentos quase que diários nos preços, os motoristas de caminhão resolveram cruzar os braços.

Decretaram greve, colocando assim em xeque o governo, que após instaurar políticas econômicas fadadas ao fracasso, não sabe como resolver o problema que ele mesmo gerou.

A greve dos caminhoneiros já é muito abrangente e conseguiu paralizar a circulação de uma boa porcentagem das mercadorias transportadas nas rodovias brasileiras.

Em algumas cidades, o risco de desabastecimento é real, comprometendo a continuidade de serviços públicos, como a coleta de lixo, onde falta combustível para o caminhão recolher o lixo e encaminhar para o aterro sanitário, ou até mesmo o transporte coletivo, que sem combustível não consegue colocar a frota de ônibus na rua.

Nas cidades do interior do Paraná, especialmente em Ponta Grossa e região, a greve já tem reflexos no cotidiano da população desde essa terça-feira.

Com o trancamento das vias, muitos estudantes das cidades ao entorno de Ponta Grossa que estudam na UEPG e em outras faculdades particulares não conseguem chegar até seus lugares de estudo. Para além disso, nessa quarta-feira a cidade estava paralisada por filas de carros tentando abastecer depois do anúncio que os combustíveis estavam acabando e os mercados começaram a ter prateleiras esvaziadas visto que, se o preço não baixar, a partir dessa sexta-feira nada vai passar dos bloqueios nas estradas. A empresa de transporte coletivo da cidade anunciou no começo da tarde que o combustível disponível só daria para manter a frota mais dois dias, por isso houve diminuição significativa no número de linhas, após isso os trabalhadores do transporte irão também parar. A UEPG anunciou paralisação das aulas por conta da greve, em breve mais instituições devem acabar paralisando também. Sem contar nos taxistas, motorista de UBER, motoristas de vans escolares que também paralisaram.

Em Ponta Grossa vamos às ruas em apoio aos caminhoneiros e pelo fim dessa política econômica que tira dos pobres para dar aos ricos.

Estaremos ao lado de todas as trabalhadoras e todos os trabalhadores, construindo a greve e apoiando os piquetes, construindo atos em solidariedade aos que estão na paralisação, e defendendo uma greve que coloque o governo nas cordas, e derrote essa desastrosa política econômica de Temer, Meirelles e Parente.

Convocamos todas e todos, pelo Brasil inteiro, para construir uma jornada de lutas e mobilizações que coloque em xeque o governo Temer e essa política falida! Aos trancamentos e piquetes!