Em defesa da liberdade da informação: liberdade para Assange!

Julian Assange criou o WikiLeaks vazando documentos sigilosos dos EUA acerca de sua política externa, essas denúncias levaram a uma perseguição política que resultou no asilo de Assange na embaixada equatoriana em Londres. Autoridades britânicas, suecas e americanas tentam de todas as formas leva-lo em julgamento, porém o verdadeiro “crime” de Julian Assange, chamado de terrorista high-tech por oficiais estadunidenses de alto-escalão, é o de praticar jornalismo de um jeito que incomoda os poderosos: revelando crimes cometidos pelo governo dos EUA contra os direitos humanos e contra a democracia por todo o planeta.

Um dos escândalos em questão se trata de um vídeo da ex-soldada americana Chelsea Manning que revelou crimes de guerra cometidos pelos Estados Unidos no Iraque (como o vídeo Collateral Murder, que mostra o assassinato de civis, entre eles duas crianças). Por isso, Manning foi presa aos 22 anos e na prisão ficou até os 29, inclusive com a iminencia de uma condenação que poderia leva-la a ser executada. Outro escândalo envolvido tem a ver com o ex-agente da NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA), Edward Snowden, revelou ao jornal The Guardian na primeira semana de junho informações sobre como o governo estadunidense espiona as nossas comunicações e agora procura asilo político. O caso de Chelsea Manning fornece uma ilustração do tratamento que Assange pode esperar enquanto em custódia. Manning esteve repetida e prolongadamente na solitária, foi assediada por guardas e foi humilhada, tendo sido forçada a se despir e ficar chamando atenção fora de sua cela.

Este é um caso evidente de ataque à liberdade de imprensa, que mostra como os Estados Unidos e o restante dos países imperialistas estão dispostos a irem muito longe para preservar suas agendas que envolvem sobrepor seus interesses aos de todos os outros, negando todos os ideais de democracia que dizem pregar.

No Equador, Assange passou meses sem acesso à internet e aos jornais, e agora o governo equatoriano se dobra e sede às exigências dos que não tem nenhum interesse a não ser manter sua posição de poder, custe o que custar. O Equador retirará imediatamente o asilo e entregará ao Reino Unido. O que vem depois?

Defender Assange, Snowden e todos os outros corajosos que trazem a público denúncias tão graves é essencial para a luta contra o imperialismo e o capitalismo, uma vez que esse tipo de informação desnuda o modus operandi dos poderosos, que é dos mais cínicos, pragmáticos e conscientes do poder quase ilimitado que têm. A tarefa daqueles que lutam pela democratização da informação é lutar pela liberdade para todos aqueles que denunciam os ataques imperialistas à uma internet livre e democrática.

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