Se lutar é crime, somos todos réus confessos: repúdio à condenação dos ativistas de Junho

Grupo de Trabalho Nacional do Juntos!

Nessa terça-feira (17), o juiz Flavio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça, condenou 23 jovens a 7 anos de prisão por formação de quadrilha e por corrupção de menores entre 2013 e 2014, momento que efervesceram diversas manifestações nas ruas do Brasil.

Em 2014 uma das principais pautas era a denúncia dos megaeventos, como a Copa, que além de serem superfaturados em relação a setores fundamentais como a Educação, foram estruturados em diversos escândalos de corrupção – o que se provou posteriormente com os desdobramentos da operação Lava Jato. No ano anterior aconteceram as jornadas de Junho, um dos maiores movimentos de massas de luta por direitos da história do Brasil que, pelo seu caráter multitudinário colocaram em cheque esse regime apodrecido. Não podemos esquecer que foi em 2013 que Rafael Braga, jovem negro cria da Vila Cruzeiro no Rio de Janeiro, foi preso com duas garrafas lacradas de produtos de limpeza, sendo acusado de portar coquetéis molotov. Portanto, mais uma vez, essa prisão trata-se de uma condenação política que visa atacar diretamente o direito a manifestação.

Ambos os casos mostram a intenção do Estado brasileiro em perseguir para conter as manifestações sociais, tradição que não é de agora. Os verdadeiros bandidos estão no poder. A política brasileira hoje precisa de intervenção do povo no poder.

#LiberdadeParaRafaelBraga #LutarNãoÉCrime #EuApoioOs23

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