Cultura brasileira asfixiada: Bolsonaro põe fim ao MinC

Por Amanda Nolasco, atriz e militante do Juntos! RJ e Yan Ottoni, estudante da Escola de música Villa Lobos e militante do Juntos! RJ 

Desde o governo Temer, a ameaça de extinção do Ministério da Cultura assombra a classe artística brasileira, gerando manifestações como o Ocupa MinC em 2016. Mas com a eleição de Bolsonaro o que era medo tornou-se realidade. O que não afeta somente quem é da área, mas toda a população.

Ter um Ministério da Cultura é reconhecer o papel importantíssimo das artes brasileiras e dar ao povo acesso não só a sua história, mas também a outras. O MinC possuía diversos projetos reconhecidos internacionalmente, atendendo a quase todas as áreas artísticas, levanda a arte em locais que antes a realidade não permitia. Com o fim deste Ministério todas as instituições culturais ficam vulneráveis, assim como seu orçamento e trabalhadores/as.

O ataque à cultura não é exclusividade do governo Bolsonaro. A arte atua como um instrumento de resistência dos marginalizados para desconstruir preconceitos e desmitificar estereótipos, tornando-se assim, mecanismo de libertação e união dos indivíduos invisibilizados e dessa forma, não atende aos interesses de qualquer governo que se sentiria ameaçado com incentivo ao pensamento crítico, criativo e ao diálogo.

Agora como Ministério da Cidadania e dirigido pelo ex-ministro de Desenvolvimento Social de Temer, Osmar Terra (MDB-RS), a pasta da cultura ficará sob os cuidados do pupilo do ministro, Henrique Medeiros Pires.

Nós, do Juntos!, nos opomos a qualquer agressão à cultura por entendermos que ela é fundamental para nossa constituição enquanto povo brasileiro, que valoriza sua identidade e o acesso à educação. Somos parte daqueles e daquelas que resistem em seus territórios produzindo e compartilhando cultura, e faremos deles espaços de luta contra os retrocessos deste governo.