O povo negro entre balas e o ódio

Entre balas e pedras atiradas em nome do ódio, a única coisa que segue caindo é o sangue do povo negro. O nosso sangue que é tão vermelho e tão quente quanto o de qualquer católico, de qualquer protestante, judeu, tanto quanto o de qualquer branco do sul dos Estados Unidos.

Todas somos vítimas!

Ontem foi uma exposição de uma mulher por mim desconhecida, mas amanhã pode ser de uma amiga, uma prima, uma irmã ou até mesmo minha, pois numa sociedade onde uma mulher é hostilizada e oprimida, todas nós mulheres também somos!

Miriam Roselene Gabe, mais uma de nós.

Na madrugada deste domingo, fomos lembradas de que não estamos seguras nem dentro de casa, na delegacia ou no hospital. Miriam Roselene Gabe foi assassinada com três tiros pelo ex-companheiro, Júlio César Kunz, em frente ao hospital onde foi fazer o exame de corpo de delito, após denunciar suas agressões.