MANIFESTO DO JUNTOS
RUMO AO 57º CONGRESSO
DA UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES

Estamos iniciando o processo de construção do 57º Congresso da União Nacional dos Estudantes, o maior congresso estudantil da América Latina. Este é o nosso manifesto, um compromisso e um convite do Juntos aos estudantes dispostos a lutar!

O Brasil passa por uma nova situação política aberta com a vitória eleitoral de Bolsonaro e da extrema-direita. Está em curso uma mudança de qualidade no regime político, iniciando um período que não corresponde mais ao pacto da Constituição de 1988. As perspectivas para nossa geração vão de mal a pior: é desemprego, corte de bolsas, sucateamento da educação, fim dos direitos trabalhistas e da previdência, aumento da insegurança, suicídio, mar de lama. O governo Bolsonaro significa o aprofundamento dessa agenda retrógrada: menos direitos sociais e serviços públicos, mais violência e autoritarismo.

Historicamente os estudantes cumpriram papel importante na resistência a governos autoritários. Ajudamos a derrotar a ditadura militar no Brasil e agora podemos ser a linha de frente contra o autoritarismo, a censura e a militarização da política destinada a retirar direitos  e destruir a frágil democracia brasileira.

É preciso saber que sofremos uma derrota, mas não estamos derrotados. O carnaval demonstrou politização e engajamento crítico e somado às grandes manifestações organizadas pelas mulheres que começaram ainda na eleição deram fôlego e indicaram o caminho das ruas. No dia 8 de Março o movimento feminista demonstrou força e abriu caminho para uma forte resistência à extrema-direita.

Após as prisões dos milicianos acusados do crime político contra a vereadora do PSOL, as manifestações relacionadas a 1 ano do assassinato de Marielle e Anderson repercutiram internacionalmente e marcaram um novo ciclo de mobilizações democráticas contra a extrema-direita e para a construção de uma alternativa à altura do legado de Marielle Franco. Mas nossa luta por justiça não acabou, as conexões entre a família Bolsonaro e as milícias no Rio de Janeiro tornam ainda mais necessário aumentarmos o tom da exigência de saber quem mandou  matar Marielle Franco!.  

No alvo do governo, a educação deve representar uma trincheira de luta em defesa das instituições de ensino, das cotas e demais direitos que vêm sendo atacados pelo ministro da educação Ricardo Vélez e o banqueiro Paulo Guedes, ministro da economia.

O 57º Congresso da União Nacional dos Estudantes (CONUNE) reunindo milhares de estudantes pode cumprir um papel histórico na rearticulação do movimento estudantil brasileiro para organizar a resistência nas bases com DCEs, diretórios e centros acadêmicos, atléticas e coletivos estudantis. Também cabe ao movimento estudantil trabalhar pela unidade entre aqueles que fazem a Universidade, técnicos, terceirizados, professores, pesquisadores. Todo mundo junto!

 

Para que ir no Congresso da UNE?

Por tudo isso, o CONUNE acontece um momento em que é necessário mostrar nossa força: queremos que o Congresso sirva para fortalecer e preparar o movimento estudantil para grandes lutas! Devemos fazer de cada universidade uma zona livre para o pensamento crítico, sem armas, amarras e mordaças. Não dá mais para não ter lado na sociedade: o futuro da educação pública depende da resistência dos estudantes, lado a lado dos professores e técnicos.

Só a resistência porém não nos basta. Precisamos ser parte da construção de um outro projeto de educação e de país, onde a universidade esteja a serviço da maioria da população. Sabemos que Bolsonaro ocupou um vácuo de indignação com a velha política, e é também tarefa dos estudantes construir uma nova alternativa que supere os erros do passado, onde as “Marias, Mahins, Marielles e Malês” sejam finalmente ouvidas, como cantou a Estação Primeira de Mangueira.

É necessário defender a autonomia das entidades estudantis contra todos os ataques que já se iniciaram, pois, como na época da ditadura, somente o fortalecimento dessas ferramentas permitirá que o Movimento Estudantil cumpra um papel decisivo nas lutas da sociedade. O CONUNE precisa fortalecer a construção de uma nova fase, de luta constante, em que precisamos tomar lado: ultrapassar muros e construir unidade com os setores mais atingidos pelo governo anti-povo de Bolsonaro, os pobres, as mulheres, negros, indígenas e LGBTs. Todos e todas que dependem do suor do seu trabalho para viver.

Mobilize sua universidade!
Participe do nosso movimento!

Redes sociais

Fala aí!

Por que uma nova UNE?

A nossa coragem é o medo deles. Para estar à altura de tantos desafios, é necessário que a UNE abandone seus velhos vícios, que volte a se mobilizar com força e unidade pela base. As formas burocráticas e a falta de democracia devem ser superadas pelo conjunto dos estudantes para que se possa seguir com unidade em direção a um movimento estudantil amplo, com debate de ideias e responsável com as tarefas do nosso tempo.

Nós do Juntos! queremos fazer valer a palavra de ordem “ninguém solta a mão de ninguém”, construindo um movimento estudantil diverso, capaz de dialogar e de se reconectar com os estudantes. Na UNE, somos parte daqueles que acreditam que a entidade se distanciou do seu potencial e que é urgente recuperar a força da organização estudantil, a sua radicalidade na luta contra os inimigos do povo e da democracia e de apontar na construção do novo. Como já provamos ao longo da história: é possível vencer!

Queremos uma UNE que esteja a serviço da luta dos estudantes, a serviço dos desafios históricos que se apresentam no hoje. Defendendo a Universidade Pública e a educação livre, crítica e sem censura; não permitindo o silenciamento de um espaço que historicamente é terreno fértil da formulação e da luta. Nossas universidades são patrimônios do Brasil. Precisamos de uma UNE que seja capaz de lutar contra os tubarões do ensino que endividam milhares de estudantes brasileiros e lucram à custa de nossos sonhos. Educação não é mercadoria!  

Democratizar os espaços da UNE significa que queremos que as entidades de base e gerais sejam formuladores coletivos de política que mobilize e prepare os estudantes para enfrentar aqueles que são os inimigos do povo.

Somos aqueles que não permitiremos que nenhuma manobra criminalize o movimento estudantil brasileiro. É tarefa nossa defender as entidades de base e a UNE dos ataques vindos dos setores da direita que insistem em sua CPI. Os debates e embates do movimento estudantil se dão por dentro de sua autonomia, acreditamos que a UNE deve mudar por dentro, apenas pelas mãos dos estudantes, que construirão uma nova entidade capaz de responder à altura os desafios do período.

Se defendemos juntos um projeto de país, precisamos de uma UNE que entenda como tarefa central derrotar a burguesia em sua Reforma da Previdência, não queremos ser uma juventude sem futuro e trabalhar até morrer. Uma UNE que reivindique o legado de Marielle Franco, de Edson Luís, Honestino Guimarães e tantos outros. Uma UNE que esteja à altura do seu compromisso histórico de organizar os estudantes para a resistência e construir uma nova alternativa que não repita os erros do passado. 

A nossa coragem é o medo deles!

Estamos iniciando o processo de construção do 57º Congresso da União Nacional dos Estudantes, o maior congresso estudantil da América Latina. Este é o nosso manifesto, um compromisso e um convite do Juntos aos estudantes dispostos a lutar!

O Brasil passa por uma nova situação política aberta com a vitória eleitoral de Bolsonaro e da extrema-direita. Está em curso uma mudança de qualidade no regime político, iniciando um período que não corresponde mais ao pacto da Constituição de 1988. As perspectivas para nossa geração vão de mal a pior: é desemprego, corte de bolsas, sucateamento da educação, fim dos direitos trabalhistas e da previdência, aumento da insegurança, suicídio, mar de lama. O governo Bolsonaro significa o aprofundamento dessa agenda retrógrada: menos direitos sociais e serviços públicos, mais violência e autoritarismo.

Historicamente os estudantes cumpriram papel importante na resistência a governos autoritários. Ajudamos a derrotar a ditadura militar no Brasil e agora podemos ser a linha de frente contra o autoritarismo, a censura e a militarização da política destinada a retirar direitos  e destruir a frágil democracia brasileira.

É preciso saber que sofremos uma derrota, mas não estamos derrotados. O carnaval demonstrou politização e engajamento crítico e somado às grandes manifestações organizadas pelas mulheres que começaram ainda na eleição deram fôlego e indicaram o caminho das ruas. No dia 8 de Março o movimento feminista demonstrou força e abriu caminho para uma forte resistência à extrema-direita.

Após as prisões dos milicianos acusados do crime político contra a vereadora do PSOL, as manifestações relacionadas a 1 ano do assassinato de Marielle e Anderson repercutiram internacionalmente e marcaram um novo ciclo de mobilizações democráticas contra a extrema-direita e para a construção de uma alternativa à altura do legado de Marielle Franco. Mas nossa luta por justiça não acabou, as conexões entre a família Bolsonaro e as milícias no Rio de Janeiro tornam ainda mais necessário aumentarmos o tom da exigência de saber quem mandou  matar Marielle Franco!.  

No alvo do governo, a educação deve representar uma trincheira de luta em defesa das instituições de ensino, das cotas e demais direitos que vêm sendo atacados pelo ministro da educação Ricardo Vélez e o banqueiro Paulo Guedes, ministro da economia.

O 57º Congresso da União Nacional dos Estudantes (CONUNE) reunindo milhares de estudantes pode cumprir um papel histórico na rearticulação do movimento estudantil brasileiro para organizar a resistência nas bases com DCEs, diretórios e centros acadêmicos, atléticas e coletivos estudantis. Também cabe ao movimento estudantil trabalhar pela unidade entre aqueles que fazem a Universidade, técnicos, terceirizados, professores, pesquisadores. Todo mundo junto!

 

Para que ir no Congresso da UNE?

Por tudo isso, o CONUNE acontece um momento em que é necessário mostrar nossa força: queremos que o Congresso sirva para fortalecer e preparar o movimento estudantil para grandes lutas! Devemos fazer de cada universidade uma zona livre para o pensamento crítico, sem armas, amarras e mordaças. Não dá mais para não ter lado na sociedade: o futuro da educação pública depende da resistência dos estudantes, lado a lado dos professores e técnicos.

Só a resistência porém não nos basta. Precisamos ser parte da construção de um outro projeto de educação e de país, onde a universidade esteja a serviço da maioria da população. Sabemos que Bolsonaro ocupou um vácuo de indignação com a velha política, e é também tarefa dos estudantes construir uma nova alternativa que supere os erros do passado, onde as “Marias, Mahins, Marielles e Malês” sejam finalmente ouvidas, como cantou a Estação Primeira de Mangueira.

É necessário defender a autonomia das entidades estudantis contra todos os ataques que já se iniciaram, pois, como na época da ditadura, somente o fortalecimento dessas ferramentas permitirá que o Movimento Estudantil cumpra um papel decisivo nas lutas da sociedade. O CONUNE precisa fortalecer a construção de uma nova fase, de luta constante, em que precisamos tomar lado: ultrapassar muros e construir unidade com os setores mais atingidos pelo governo anti-povo de Bolsonaro, os pobres, as mulheres, negros, indígenas e LGBTs. Todos e todas que dependem do suor do seu trabalho para viver.

Por que uma nova UNE?

A nossa coragem é o medo deles. Para estar à altura de tantos desafios, é necessário que a UNE abandone seus velhos vícios, que volte a se mobilizar com força e unidade pela base. As formas burocráticas e a falta de democracia devem ser superadas pelo conjunto dos estudantes para que se possa seguir com unidade em direção a um movimento estudantil amplo, com debate de ideias e responsável com as tarefas do nosso tempo.

Nós do Juntos! queremos fazer valer a palavra de ordem “ninguém solta a mão de ninguém”, construindo um movimento estudantil diverso, capaz de dialogar e de se reconectar com os estudantes. Na UNE, somos parte daqueles que acreditam que a entidade se distanciou do seu potencial e que é urgente recuperar a força da organização estudantil, a sua radicalidade na luta contra os inimigos do povo e da democracia e de apontar na construção do novo. Como já provamos ao longo da história: é possível vencer!

Queremos uma UNE que esteja a serviço da luta dos estudantes, a serviço dos desafios históricos que se apresentam no hoje. Defendendo a Universidade Pública e a educação livre, crítica e sem censura; não permitindo o silenciamento de um espaço que historicamente é terreno fértil da formulação e da luta. Nossas universidades são patrimônios do Brasil. Precisamos de uma UNE que seja capaz de lutar contra os tubarões do ensino que endividam milhares de estudantes brasileiros e lucram à custa de nossos sonhos. Educação não é mercadoria!  

Democratizar os espaços da UNE significa que queremos que as entidades de base e gerais sejam formuladores coletivos de política que mobilize e prepare os estudantes para enfrentar aqueles que são os inimigos do povo.

Somos aqueles que não permitiremos que nenhuma manobra criminalize o movimento estudantil brasileiro. É tarefa nossa defender as entidades de base e a UNE dos ataques vindos dos setores da direita que insistem em sua CPI. Os debates e embates do movimento estudantil se dão por dentro de sua autonomia, acreditamos que a UNE deve mudar por dentro, apenas pelas mãos dos estudantes, que construirão uma nova entidade capaz de responder à altura os desafios do período.

Se defendemos juntos um projeto de país, precisamos de uma UNE que entenda como tarefa central derrotar a burguesia em sua Reforma da Previdência, não queremos ser uma juventude sem futuro e trabalhar até morrer. Uma UNE que reivindique o legado de Marielle Franco, de Edson Luís, Honestino Guimarães e tantos outros. Uma UNE que esteja à altura do seu compromisso histórico de organizar os estudantes para a resistência e construir uma nova alternativa que não repita os erros do passado. 

A nossa coragem é o medo deles!

Mobilize sua universidade!
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