Contra a repressão no dia 24 em Brasília

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No último dia 24 de maio, ocorreu em Brasília a manifestação Ocupa Brasília, organizada por Centrais Sindicais e movimentos sociais. Neste dia foram presenciadas diversas arbitrariedades e violações de direitos humanos cometidas pela Polícia Militar do Distrito Federal. Desde o início da manifestação foi mobilizado um fortíssimo aparato policial, com o claro intuito de impedir o direito à livre manifestação nos espaços da Esplanada dos Ministérios. Ficou evidente que o objetivo do comando da PM era evitar que o ato chegasse até o gramado do Congresso Nacional ou perto do Palácio do Planalto (Sede do Governo de Michel Temer).

A forte estrutura de repressão montada na Esplanada dos Ministérios iniciou a utilização de bombas de “efeito moral”, balas de borracha e spray de pimenta (instrumentos atribuídos como não letais, conceito este questionado internacionalmente). No mesmo sentido, foi mobilizada a cavalaria, o uso de cães e helicópteros contra os manifestantes. Além de tudo isso, foram identificados policiais atirando contra os manifestantes com armas de fogo e com a possibilidade real de dano letal. Não é a primeira vez que a Polícia Militar do Distrito Federal age com tamanha arbitrariedade.

No mesmo dia, a PM do Pará em conjunto com a polícia civil assassinou 10 trabalhadores sem terra no município de Pau D’Arco. É alarmante o uso recorrente da violência nos conflitos agrários.

Dessa forma, repudiamos a escalada repressiva e violenta das polícias contra os movimentos sociais, a banalização do uso de armas “não letais” além do uso abusivo e ilegal de armas letais. Não podemos deixar de lembrar que a Polícia Militar é um resquício da ditadura militar.

Manifestamos nossa solidariedade aos cerca de 50 de feridos e agredidos identificados em hospitais e às centenas de milhares que foram atingidas pelo gás de pimenta e/ou outros aparatos utilizados. Em especial, manifestamos nosso apoio a Carlos Geovani Cirilo da ASTHEMG/SINDPROS-MG, filiado a UGT-MG, que recebeu um tiro no pescoço e permanece em estado grave no Hospital de Base de Brasília.

Por isso, exigimos imediata apuração dos fatos e que haja responsabilização legal dos culpados além dos Comandos da PM-DF e da Secretaria de Segurança Publica, do Governo do Distrito Federal, sobre essas violações de direitos humanos. E exigimos que imediatamente o GDF se responsabilize pelo veto ao uso de armas de fogo em protestos.

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