Todo apoio aos bombeiros do Rio de Janeiro e a sua luta.

06/jun/2011, 20h14

Se tem algo que o movimento estudantil (ME) brasileiro pode se orgulhar é de sua presença nas grandes lutas nacionais, ao longo da história do Brasil. Assim foi quando o ME se fez presente na campanha “O Petróleo é nosso”, na campanha pelas “Reformas de Base”, na resistência contra a ditadura militar, na campanha pelas “Diretas já”, “Fora Collor” e na luta contra as privatizações.

Agora estamos diante de uma nova luta de dimensão nacional. A greve dos bombeiros do Estado do Rio de Janeiro trouxe à tona inúmeras contradições. Numa escala crescente de mobilização, a greve comoveu o país com a ocupação do do quartel, no último final de semana, mostrando a força e a unidade da luta dos trabalhadores como método de alcançar suas justas reivindicações.  Neste ano estamos assistindo importantes manifestações, lutas e greves de várias categorias de norte a sul do país, Os canteiros do PAC, especialmente em Jirau, se levantaram por melhores condições de trabalho e dignidade para o conjunto dos trabalhadores explorados naquelas condições. Também os professores, servidores públicos, a construção civil, rodoviários e ferroviários, se jogam para construir suas mobilizações.

Os ventos que sopram do mundo também inspiram. Depois de grandes acontecimentos como derrubadas de ditadores no mundo árabe, a juventude européia toma novamente as praças, com o movimento dos “indignados” na Espanha, se alastrando por Portugal, e chegando com força à Grécia, onde a rotina de greves gerais leva a uma situação intensa de conflito social.

Estes motivos nos levam a pensar que a vitória da greve dos bombeiros é estratégica. O governador Cabral, principal aliado do governo federal, reprimiu brutalmente o movimento, prendendo 439 ativistas, criminalizando o movimento e utilizando a TV para chamar os grevistas de “BANDIDOS”. Além das balas de borracha, do gás lacrimogênio e do desrespeito, Cabral busca legitimidade para endurecer a negociação salarial, evitando que os bombeiros tenham aumento.

Esta conjuntura coloca a luta num patamar superior. O ME tem que apoiar em todo o Brasil, de todas as formas, a luta dos bombeiros. Uma vitória desta categoria seria um sinal para todas as lutas sociais, para os trabalhadores do PAC, para os estudantes que lutam contra os altos preços das tarifas, contra os cortes de verbas na educação. A libertação dos presos políticos seria um sinal democrático contra a repressão aos ativistas em todo o país, fortaleceria a luta pela liberdade de expressão, contra os assassinatos no campo. Estamos numa encruzilhada. Para triunfar a luta dos bombeiros precisa de TODA a solidariedade.

Convocamos todos estudantes brasileiros a participarem de iniciativas de todo o tipo: sejam presenciais, sejam em redes sociais.
Convocamos as entidades, movimentos, Centros e Diretórios Acadêmicos, Executivas de Cursos, a rechaçarem amplamente a prisão dos ativistas e denunciarem o caráter arbitrário das mesmas e do próprio governo Cabral.
É uma hora de decisão, não podemos hesitar.

Quando perguntados, se apoiamos os bombeiros; podemos repetir: aqui está o MOVIMENTO ESTUDANTIL!

Assinam:

DCE UFRGS

DCE UFOPA
UES – PA
Centro Acadêmico de Engenharia Florestal-CAEF-UnB
Centro Acadêmico de Geologia-CAGEO-UnB
Centro Acadêmico de Ciências Naturais-UnB