Juntos na Reforma do Transporte em Campinas!

02/jul/2012, 17h50

por Gustavo Garcia de Andrade

Nossa cidade está à beira de uma reforma no transporte urbano. Sem discussão, sem consulta aos investidores. E quem são os investidores? Nós. Nessa sexta haverá uma Audiência Pública sobre o assunto, que tal aparecer?

A cidade de Campinas levantou 339 milhões de reais em “verbas” do PAC II (Programa de Aceleração do Crescimento) – Edição Mobilidade Urbana.  44 milhões são da cidade de Campinas (dinheiro público), 197 são de empréstimos com o Governo Federal (dinheiro público) e 95 são em repasses do Estado (dinheiro público) para um projeto de modernização do sistema de ônibus, do qual estamos fartos, do nosso Município.

E a Transurc, associação privada dona dos veículos (não um, não dois, mas TODOS os ônibus circulando), não irá contribuir com nenhum centavo nessa “iniciativa para o desenvolvimento para a cidade”. A mesma associação que aumentou para R$3,00 o preço da passagem do único transporte público campineiro. A Transurc, como corporação, detém o dinheiro do transporte público em contas fechadas, não esclarecidas a ninguém além de seus sócios.

Esse projeto inclui a criação de corredores de ônibus entre o Centro e dois dos bairros mais distantes da nossa Metrópole: Ouro Verde e Campo Grande. Constam também obras no Viaduto Cury (em volta do Terminal Central) e reformas dos Terminais Campo Grande, Vida Nova, Central e Ouro Verde. Usarão os esqueletos, miolos e restos do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), tal que foi desativado por causa do prejuízo que deu, após investimento de milhões pela Cidade. Porque deu prejuízo? Foi obra mal planejada da década de 80, ligando bairros extremamente longes do Centro uns aos outros. Irônico, não?

Tudo absolutamente lindo. O consórcio da Transurc não investirá no projeto, o Município entrará em dívida de mais 200 milhões de nossos Reais, investirão em corredores do mesmo transporte urbano que já não comporta nossa cidade.

O projeto necessitará de altos gastos com manutenção: o asfalto deverá ser trocado com frequência, pois os ônibus com o tempo danificam a pavimentação (é famosa a qualidade do asfalto campineiro). A frota também exigirá renovação constante, abrindo brecha para mais aumentos na tarifa.

Aliás, por que ônibus? É um veículo barulhento, desconfortável e poluidor. O VLT pode ser a mais cotada alternativa (quando bem projetado), mesmo havendo outras melhores, sem poluição alguma e conforto superior, com tecnologia brasileira disponível.

Além disso, Campinas deveria investir em ciclovias, somente havendo uma existente em toda nossa Cidade, em volta de um parque, em péssimo estado. Da última vez que eu chequei, bicicletas também faziam parte do transporte público.

Se isso couber à EMDEC e à Prefeitura, liderada por um prefeito tampão, o projeto dos vereadores que apoiaram nosso querido ex-prefeito (Hélio de Oliveira Santos, cassado) e aprovaram 126% de aumento de seus próprios salários, nada será questionado.

E não poderemos deixar que esse cartel do transporte urbano prevaleça. Estamos em 2012, ano de eleição de novos “representantes dos nossos interesses para com a Cidade”. Temos de fazer algo, Juntos! É por isso que convidamos todos a comparecer na Audiência Pública dos 339 milhões do PAC II para os ônibus que ocorrerá essa sexta (9h) no Salão Vermelho da Prefeitura. Estaremos nos concentrando no local às 8h para garantir que entremos e nossos questionamentos sejam ouvidos!

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