Campinas contra o aumento! (3,30 é um assalto)

13/dez/2012, 08h03

*por Juntos Campinas.

Todo mundo que pega ônibus em Campinas sabe que estamos sendo roubados quando pagamos o altíssimo valor da tarifa, além do sucateamento do serviço (demora e lotação). Como se não bastasse, todo o ano a Prefeitura de Campinas aumenta a tarifa nas férias (um período de pouco movimento na cidade) – estratégia que procura paralizar a mobilização popular, que seria massiva uma vez que os aumentos são abusivos. O transporte que chegou a custar R$ 0,60 centavos hoje é de R$3,30 – lembrando que no início desse ano (2012) houve também um reajuste, de R$2,85 para R$3,00. A tarifa determina quem tem acesso à cidade e quem não deve ter; é um verdadeiro assalto ao bolso do trabalhador!


Repudiamos essa atitude arbitrária de aumentar a passagem na calada da noite, sem transparência alguma na elaboração do preço. Reconhecemos também que o transporte coletivo é uma concessão pública e deveria estar a serviço da população e não ao lucro dos empresários. Necessitamos desse transporte para nos locomovermos para estudar, trabalhar e para acessarmos lazer e cultura. Esse ano não será diferente, já anunciaram o aumento da passagem para R$ 3,30!


A questão do aumento da passagem vai de encontro com a história recente de Campinas: Uma crise política alimentada pela corrupção e pelos investimentos de certos setores interessados nos privilégios políticos – em Campinas o empresário Belarmino goza do controle de quase a totalidade dos serviços “públicos” do transporte municipal. Tal relação entre prefeitura e empresariado se refletiu no último período eleitoral e aparecerá em todo Brasil no início de 2013 – o aumento da tarifa é um fenômeno nacional.

Os empresários, com o aval do atual prefeito (Pedro Serafim) dizem que esses aumentos se devem aos salários dos rodoviários e à manutenção dos ônibus. Porém, sabemos não ser verdade, pois o salário dessa importante categoria também está sofrendo sistemáticos ataques! No próximo período deveremos exigir que o futuro prefeito (Jonas Donizzete) revogue o decreto e abaixe a passagem; precisamos igualmente exigir acesso aos valores que compõe a tarifa (em uma linguagem que entendamos e não meramente técnica) para chegarmos ao valor real da tarifa.


É preciso enfrentar a questão. Colocar o dedo na ferida. Problematizar a discussão! Precisamos fazer uma auditoria, uma revisão na tarifa, através de uma comissão representativa da sociedade. Se 3,30 é um assalto, cabe a nós pegar os ladrões e garantir nosso direito de ir e vir pela cidade. “Não nos falta dinheiro, nos sobram ladrões!”