Nota em apoio à greve dos professores. Educadores e educandos juntos!

21/abr/2013, 14h26

Juntos! nas Escolas

Para qualquer assalariado de qualquer categoria, greve significa “não dá mais!”. Este recurso é sempre um importante instrumento de reivindicação trabalhista; seja pelo motivo que for, significa uma incapacidade do poder público em dialogar e atender as demandas dos trabalhadores. Com os professores, isso não é diferente. Esses profissionais que têm a enorme responsabilidade de garantir a educação básica de uma população gigantesca, não tem o suporte necessário para exercer sua profissão da melhor maneira.

Com salas de aulas lotadas, infraestrutura sucateada e salário baixo, a tarefa do professor na escola torna-se um desafio, não é por acaso que muitos professores precisam de tratamento psicológico e/ou psiquiatra. Desse modo, o professor é um trabalhador desvalorizado, superexplorado eprofessores-protesto-sp9 com uma grande responsabilidade. Nesse contexto, a luta desses trabalhadores é essencial e tem uma dupla função: primeiro, garantir os direitos trabalhistas dessa categoria e, segundo, como consequência da primeira, promover a melhoria da qualidade do ensino. Diante da situação em que se encontra o diálogo entre governo e professores, no qual, nenhuma demanda é de fato atendida, a apelação para a prática da greve é nada menos que justa!

Greve de professores não é novidade. Ano passado a greve de docentes das universidades federais causou grande repercussão, mas, infelizmente, a nossa velha, tradicional e conservadora mídia insiste em tratá-las como ilegítimas, e são comuns comentários que colocam os alunos como os grandes prejudicados da greve. Para desmistificar isso, o Juntos! nas Escolas, coletivo queprofessores-protesto-sp5 organiza estudantes de diversas instituições de ensino de segundo grau traz seu apoio a esse greve. O que prejudica os alunos não é greve, e sim a causa da greve. A luta dos professores só tem o que beneficiar os alunos, a educação e o país, pois é através da organização dos trabalhadores que se constrói um trabalho digno e uma educação de qualidade. Não são alguns dias, semanas ou meses que vão destruir uma educação já destruída, mas sim a desvalorização do professor, a falta de infraestrutura, e outros. Esses dias letivos perdidos podem muito bem ser benéficos e trazerem conquistas aos profissionais que realmente constroem o ensino.

A nossa luta, como estudantes secundaristas, vai na mesma direção que a dos professores em greve; uma luta por um ensino de qualidade. Portanto, fazemos questão de deixar claro que nessa greve alunos e professores estão de mãos dadas caminhando pela educação.  Todo apoio a greve dos professores!