Todo apoio à ocupação da reitoria da UFMG

13/jul/2013, 09h46

*Por Juntos BH

Hoje a UFMG é dirigida por Clélio Campolina, reitor de postura autoritária e sem diálogo com a comunidade acadêmica.  O grande marco de seu mandato foi a implementação da portaria 034, que proíbe festas e comercialização de bebidas no espaço da universidade e determina que somente alunos tenham acesso ao campus à partir das 21h. Com o pretexto de garantir a segurança, este reitor tem tomado atitudes no sentido de transformar o bem público em um condomínio fechado, o que não tem contribuído significativamente para a redução da criminalidade. Definitivamente, essa não é a universidade que queremos!

Durante os grandes atos dos dias 20 e 22/06, a UFMG serviu de quartel para as forças armadas, que reprimiram violentamente vários alunos e não-alunos em frente aos seus portões fechados. Dessa forma o reitor Clélio Campolina manchou a história de luta da Universidade Federal de Minas Gerais, que na ditadura protegeu militantes da esquerda.1048284_10151660899833711_1878626554_o

Em 25/06 os estudantes da UFMG se levantaram contra o ditador-reitor Clélio Campolina e ocuparam a reitoria para exigir a retirada imediata das forças repressoras do Campus, o cancelamento da portaria 034 e fim do convênio com a Polícia Militar, que permite sua entrada no Campus. A mesma força propulsora que passou por Madrid, Grécia, Turquia e por vários estados brasileiros, entrou pelos portões trancados da UFMG e vem acumulando conquistas.

Somam-se, agora, 18 dias de ocupação da reitoria! Apesar das peculiaridades de cada indivíduo, há uma semelhança no perfil dos ocupantes: quem ocupa a reitoria hoje é uma juventude indignada, cansada de esperar a iniciativa de um DCE imóvel, que não concorda com o modelo institucional da universidade e que não se sente ouvida, muito menos incluída por ela. A pauta de reivindicações foi ampliada no sentido de construir uma universidade que dialogue com a comunidade acadêmica; que tenha paridade de voto em todas as instâncias; que inclua minorias, garantindo sua permanência com qualidade; que produza conhecimento para a sociedade, ao invés de servir às grandes empresas; que contemple espaços de convivência; que fomente os diversos tipos de manifestações culturas. Que a UFMG volte a ser um território livre!

Nós, do coletivo Juntos, que lutamos pela democracia real na Universidade,  declaramos o nosso apoio público à ocupação da reitoria da UFMG e acreditamos que um novo futuro só é possível se o presente for de luta! Vamos Juntos por uma nova UFMG, inclusiva e livre!

Juntos BH