O Estado de exceção mascarado de democracia a la Dudu Campos

28/ago/2013, 21h40

* Juntos Pernambuco

ALEEEEEEEEEEEERTA! A ditadura está instaurada em Pernambuco! Mais uma vez a polícia militarizada e terrorista de Eduardo Campos mostrou que não está para fazer a segurança da população, mas para reprimir qualquer forma de manifestação contra o governo. Em apenas uma semana tivemos diversas denúncias de repressão policial.

Os casos de sequestros e perseguições a manifestantes que lutam pelo PASSE LIVRE em Pernambuco estão se tornando algo natural e corriqueiro no estado. Estamos vivendo, de fato, um Estado de Exceção imposto pelo governo que fechou o diálogo com o movimento e abriu as portas de seus batalhões pondo seu braço armado em cima da sociedade civil. Pessoas estão sendo perseguidas pela polícia desde o início das “jornadas de junho” e com o passar do tempo a repressão só aumenta! O que antes eram perseguições policiais, hoje se tornaram sequestros relâmpago, violência física e psicológica. A cada manifestação que acontece, vemos um show de violência gratuita protagonizado pelo braço armado e repressor do Estado.

Estamos diante de um governo que faz questão de colocar publicamente, através de Wilson Damázio (Secretário de Defesa Social – SDS), que vai reprimir de forma mais ‘eficiente’ qualquer um que esteja usando máscaras nos atos pondo seu batalhão de choque antecipadamente nas ruas. Mas nós, que estamos na rua desde o início e sabemos da força repressora que a polícia tem, entendemos que o uso de máscaras ou qualquer forma de cobrir o rosto é uma opção política que é feita por alguns grupos. A proteção da identidade, na atual situação de terror imposta pelo governo, é essencial, pois previne de possíveis perseguições políticas que acontecem após os atos de rua.

Ninguém está seguro diante do endurecimento das ações da polícia. Nossa militante e estudante secundarista, Maria Augusta, prestará esclarecimento só por mobilizar estudantes para manifestação. Contou assim, Maria: “fui chamada no colégio pela diretora, tinham dois militares na porta da diretoria, mas quem conversou comigo foi a própria diretora. Ficou perguntando se eu tinha feito algum ato de vandalismo ou algo do tipo, porque eu teria que me retratar segunda-feira e que minha mãe teria que conversar com a Secretaria de Educação. Ela disse que me identificaram.(…) Acho muito provável que eles tenham ido perguntar se a gestão do colégio sabia de alguém que estava no protesto e como eu que passei em sala avisando do ato, a “filha da mãe’’ deve ter dado meu nome para eles!’’

E é com uma SDS funcionando como o DOPS que nosso governador fascista pretende se candidatar para presidente do Brasil. Fiquemos atentos às notícias e bem lúcidos de que os de cima encerraram o diálogo com os movimentos sociais e nossa resposta a isso é indo às ruas mostrando nossa força.