Vamos por mais! Jovens trabalhadores nas ruas!

19/ago/2013, 22h10

*Por Juntos!

Que tempos são esses? A Copa das Confederações cedeu lugar a Copa das Mobilizações. Pouco se falou de futebol e muito se fala de política por aí. O país vive uma ebulição social. Há uma completa desconfiança em relação às velhas estruturas, sejam os partidos tradicionais, as centrais sindicais burocratizadas ou mesmo as instituições como Câmara e Senado. O povo na rua colocou em xeque as antigas formas de se fazer política. Em decorrência dos grandes atos que reuniram milhões, obtivemos importantes conquistas nacionais, como a redução das tarifas nas principais cidades e a derrota da PEC 37. Mas o povo quer mais. 578983_10153128651575206_1432428788_n

No embalo das mobilizações, os trabalhadores também vão às ruas lutar por seus direitos e por um outro futuro. Neste novo período de lutas, um bom exemplo veio do norte. Vários funcionários dos grandes comércios e mercados de Belém do Pará cruzaram os braços. Na sua maior parte jovens que não esperaram pela direção do sindicato e fizeram uma das maiores paralisações comerciárias da história da cidade. Os professores, que estão entre os que mais sofreram ataques dos governos sejam eles municipais, estaduais e federal, voltaram a se mobilizar. A lei do piso salarial que não foi pago em diversas cidades do país e a precarização do ensino público se tornam bandeiras fundamentais na luta por uma educação de qualidade. No Rio, estamos com uma forte greve de professores que na última semana reuniu mais de 15 mil pessoas nas ruas, por uma educação pública de qualidade e melhorias salariais para os profissionais de educação. A greve unificou as redes municipal e estadual pelo Fora Paes e o Fora Cabral, intervindo diretamente na política do Rio de Janeiro.

Os poderosos já sentem a ameaça das ruas e começaram os ataques aos trabalhadores. O principal exemplo vem de São Paulo, onde o nosso companheiro, militante do Juntos! e professor da categoria “O” da rede estadual, Juliano Niklevicz , foi demitido pelo governo por ter sido o único da categoria a fazer greve dentro da sua escola. Esse tipo de ataque não pode ficar em pune. Os professores merecem respeito e garantias democráticas de livre manifestação. Por isso, convocamos a juventude que derrubou as tarifas, que ocupou as ruas e os palácios, que ainda está nas ruas e que segue mobilizada a se solidarizar com a luta dos professores. Vamos juntos construir a greve geral do dia 30 de agosto, reivindicando a recontratação do professor Juliano e unificando o coro pelo Fora Alckmin e Fora Cabral.

Juntos Nacional

Vem aí...

Acampamento Internacional das Juventudes em Luta: Rio de Janeiro, abril de 2017