Todo apoio ao Povo Palestino!

06/jul/2014, 14h37

A violência de Israel contra a Palestina ocupada continua se intensificando. Nesta quinta-feira (3), o governo israelense mobilizou tropas e tanques na fronteira com a Faixa de Gaza, alvo de repetidos ataques aéreos, e também pela Cisjordânia, onde as incursões militares, detenções arbitrárias, demolição de residências, confrontos com os palestinos bem como o número de mortes crescem exponencialmente.

O desaparecimento de três jovens colonos israelenses foi dado como pretexto pelo governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para a operação militar “Guardião Fraternal”- relativa à expressão bíblica “Eu sou o guardião do meu irmão”, sobre Caim e Abel. Ela foi lançada por Israel contra a Cisjordânia e já matou mais de 15 pessoas e deteve mais de 640 palestinos de forma arbitrária, inclusive jovens, mulheres e crianças, além de parlamentares.

As tensões aumentaram a partir da notícia de que os corpos dos três israelenses foram encontrados próximos à cidade palestina Halhul. Assim, diferentes cidades de Israel exigem “vingança” contra os palestinos pelas mortes dos jovens. Esta incitação já resultou na morte do jovem palestino Mohammed Abu Khdeir, de 16 anos. Além dele, outros quatro jovens foram mortos nas últimas semanas, alvos de um atirador de elite israelense, configurando o chamado “assassinato seletivo”, estratégia exaltada por Israel.

Nada de novo, não fosse a escala massiva dos eventos, a intensificação do cerco e a perseguição desenfreada a adolescentes palestinos.

Os resultados naturalmente inflamaram também os palestinos da Faixa de Gaza, bloqueada há anos e cuja população enfrenta diariamente a chamada “punição coletiva”, por ser governada por um partido que Israel e seus aliados ocidentais insistem em classificar de “organização terrorista”, o Hamas.

Neste contexto, a resistência palestina continua sendo retratada por Israel enquanto “terrorismo”, justificando assim a destruição das casas de famílias inteiras, com escavadeiras ou com ataques aéreos, as detenções ilegais e as mortes causadas pelos bombardeios, pela repressão, pela “vingança” ou pelo “sentimento nacionalista”.

Das 640 pessoas detidas, de acordo com o Ministério palestino de Relações Exteriores, 170 estão sob “detenção administrativa”. Essa é uma modalidade de aprisionamento de “suspeitos”, baseada em três leis israelenses. Eles podem ser mantidos por períodos indefinidamente renováveis de seis meses, sem acusação formal, direito à defesa ou julgamento.

As análises midiáticas recorrentes prezam sempre pela deturpação dos princípios de direito internacional com vias a justificar os ataques de Israel contra os palestinos. Busca-se explicar o inexplicável, isto é, dar razão a operações letais contra um povo já sitiado. E por outro lado, deslegitimar qualquer possível resposta defensiva que parta dos palestinos.

A lógica se invente nas informações ao público. Os ataques de Israel são sempre respostas ao terrorismo palestino. Enquanto isso, todas as vítimas palestinas são inerentemente ligadas aos “terroristas”, de qualquer maneira. Já as israelenses são residentes de “comunidades”, são “civis” e são “inocentes”.

As notícias trágicas das mortes dos jovens israelenses bem como dos jovens palestinos são mais um alerta da insustentabilidade da ocupação de Israel a Palestina. Apesar dos apelos internacionais por diplomacia a resposta de Israel será, novamente, mais agressão e mais crimes contra os palestinos.

O governo de Israel está celebrando 47 anos de ocupação e crimes de guerra no Estado ocupado da Palestina porque a comunidade internacional não se moveu de forma firme o suficiente. A persistente falha na responsabilização dos sucessivos governos colonialistas e discriminatórios israelenses é determinante na expansão da ocupação sobre os territórios palestinos.

Desse modo, todos os ativistas sociais e internacionalistas têm o dever de travar uma batalha de ideias com a opinião pública pelo reconhecimento do Estado Palestina e contra o massacre realizado por Israel. Especialmente nós jovens devemos nos sensibilizar com a perseguição as nossas irmãs e irmãos palestinos. As injustiças contra esse povo lutador não podem persistir. Toda solidariedade daqueles que lutam e sonham pelo melhor do mundo devem ser agora direcionadas a Palestina.

Assassinos não passarão! Pela imediata retirada das tropas israelenses e pelo cessar fogo ao povo palestino!

Grupo de Trabalho Nacional do Juntos!