Os desafios e a necessidade de lutar por uma educação de qualidade

Yuri GuilheRme 30/jul/2015, 14h24

Ser estudante de escola pública no Brasil significa ter que enfrentar inúmeros desafios para poder sonhar com um outro futuro e até mesmo, sobreviver. Nos deparamos com escolas sem infraestrutura e uma educação sucateada, normalmente distante da realidade do aluno. Reflexo disso é mais da metade da nossa juventude estar fora das escolas, a falta de investimentos, em passe livre por exemplo, reflete-se na evasão escolar. Em momentos de crise como estamos vivendo esses indices se multiplicam, pois a juventude pobre passa a ter que escolher entre trabalhar ou estudar. Nas jornadas diárias rumo a escola, pegamos ônibus superlotados para encontrarmos salas de aulas sem carteiras para estudar, falta de professores, falta de materiais básicos como giz, papel, livros didáticos e alguns locais até mesmo merenda.

O sistema educacional que regem as escolas ainda são guiados por princípios conservadores. A polêmica envolvendo os Planos Municipais de Educação e a inclusão de gênero ou não nas escolas, é uma expressão disso. Mas o problema é ainda mais amplo. A máxima de que o professor é o centralizador e irradiador do conhecimento, não coopera em nada no emponderamento e pesquisa de cada estudante. Somos na verdade ensinados como ser mão de obra barata, crescendo cada vez mais a presença de empresas privadas dentro das escolas, e um ensino tecnicista – como já ocorre em diversos estados.

É na escola também, que nos formamos enquanto cidadãos. É na maioria das vezes onde aprendemos a ser intolerantes e preconceituosos, ou também a combater esse tipo de postura. Infelizmente as escolas não estão preparadas para a diversidade e multiplicidade do jovem. O que vai desde a repressão a roupas das meninas, a forma que se retrata famílias para as crianças (sempre um casal heterossexual), o não saber como lidar com a violência sexista, o bullyng, a questão das drogas, gravidez… A escola enquanto instituição ainda ignora que o jovem está inserido num contexto e vive uma fase ímpar da vida. Por isso que quando depara-se com um problema, tende a reprimir e não educar para a libertação e consciência.

Está claro que esse modelo de educação está falido. É gritante a necessidade de lutarmos por uma educação de qualidade, que nos ofereçam condições justas de enfrentar os vestibulares e ocuparmos a universidade. Lutar por uma educação emancipadora, quebrando todas as algemas presas pelo preconceito e intolerância, longe do machismo, da LGBTfobia e do racismo.

Nós secundaristas do Juntos, compreendemos a necessidade de defender os direitos da juventudes mais precarizada. Em tempos de redução da maioridade penal, mobilizar escolas e comunidades por mais e melhor educação é uma tarefa de todo secundarista que sonha com outro futuro!