Se 20 centavos era demais, imagine 2 reais
Foto/Divulgação O Dia

Se 20 centavos era demais, imagine 2 reais

A CCR Barcas e a SuperVia querem aumentar a passagem no Rio em até 2 reais

Gabriel Carrez e Maria Eduarda Reis 21 jan 2022, 10:23

Inflação galopante, desemprego em alta, precarização do trabalho. Os trabalhadores durante a pandemia sob o desgoverno de Bolsonaro sofrem com o descaso. Agora, aqui no Rio de Janeiro, vemos um outro duro golpe contra a população ser arquitetado com a alta absurda prevista nos preços do trem e das barcas. Os argumentos da Supervia – ou melhor, dos ricaços que controlam a Supervia – é que a empresa hoje está insustentável por conta das perdas na pandemia. Por isso, querem passar de R$ 5,00 para R$ 7,00 a passagem do trem que durante meses anda lotado e com intervalos absurdos. No que se concerne às barcas, foi autorizado pela Agetransp que as passagens subam para 7,70 até fevereiro. A situação encontra-se na seguinte proporção: Os preços aumentam e os salários diminuem.

Também é preciso deixar claro que nós temos memória. O ano de 2017 serviu para nos atentarmos à precária estrutura da Supervia. Desde a morte da estudante Joana Bonifácio, que ficou com sua perna presa no vão entre o trem e a plataforma na tentativa de entrar no vagão e acabou sendo atropelada, a condição das estações virou foco de preocupação. Ou seja, entramos de novo no dilema: os preços aumentam, mas a infraestrutura continua instável. O transporte público deve servir à população! É direito, e não mercadoria. As perdas da população durante a pandemia são muito mais graves: perdemos familiares, emprego, vimos a conta de luz subir, perdemos o direito de ir ao mercado e comprar o suficiente para a nossa família passar o mês sem sufoco.

Dia 25/01, às 7h, estaremos nas Barcas de Niterói, e às 16h, na Central do Brasil, manifestando contra esse absurdo. Não podemos nos contentar em esperar outubro para tirar Bolsonaro e o governador Cláudio Castro do poder! A população tem pressa! Os problemas sociais e econômicos que são marcas do sistema neoliberal no qual estamos inseridos, não vão se resolver com dois dígitos na urna. É necessário lutar contra esse abuso imediatamente.


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