O Mangue Beat: A Revolução que Não Parou
E agora mangueboys e manguegirls, o que faremos sem Chico?
O mangue beat surgiu nos anos 90 em Recife, misturando rock, hip-hop e gêneros locais. O movimento foi uma resposta à crise cultural e ambiental da cidade. 30 anos depois, o mangue beat continua inspirando novas gerações a questionar a indústria cultural.
Na lama dos manguezais do recife uma antena sintetiza uma ideia, e com ela Fred e Renato fazem a maior revolução da música pernambucana, o mangue beat.
O movimento mangue surge da necessidade de um choque rápido ou Recife morre de infarto! A (ex) cidade Maurícia era a 4ª pior cidade do mundo pra se viver, cansados disso 04 e L necessitavam mudar essa situação!
O manifesto começa explicando o que é o mangue, símbolo tão importante pra todos nós recifenses. “Estuário. Parte terminal de rio ou lagoa. Porção de rio com água salobra. Em suas margens se encontram os manguezais”.
Passa pela cidade, a “manguetown” a cidade que destrói e aterra seu principal ecossistema que alimenta centenas de famílias, gera emprego e cultura. O mangue da cidade do Recife já respira por aparelhos.
“Não é preciso ser médico para saber que a maneira mais simples de parar o coração de um sujeito é obstruindo as suas veias. O modo mais rápido, também, de infartar e esvaziar a alma de uma cidade como o Recife é matar os seus rios e aterrar os seus estuários”.
Na década de 90 recife passava por um esvaziamento cultural, as músicas que tocavam nas festas e nas baladas, não eram nossas, o brega funk ainda não era o que é hoje.
Vendo essa necessidade surge o manguebeat, misturando rock, hiphop e gêneros internacionais com gêneros locai, como o coco, a embolada e o maracatu.
E agora mangueboys e manguegirls, o que fazemos sem Chico? O segundo manifesto vem pra nós dar uma resposta! Sem chico a obra continua, continuar o seu legado é continuar com o seu sonho, seu propósito, é deixar o cientista do mangue viver dentro de todos nós.
“Pode-se dizer que teve início um efetivo ‘renascimento’ recifense”. O manguebeat devolveu aquele nossa tão famoso bairrismo, devolveu o orgulho de ser leão do norte.
As bandas estouraram por todo o Recife, todos os bares queriam ter um pouco do mangue beat junto ao seu arsenal. E hoje, mais de 30 anos do movimento ele não poderia ser mais atual.
Quando o mundo livre SA fala: Computadores fazem arte, artistas fazem dinheiro. Parece que previam a nossa era atual das IAs, quando as músicas, os jogos, os filmes, as pinturas, os livros, são feitos por computadores. E os artistas, os programadores, os bilionário, as bigtechs só fazem mais e mais dinheiro as custas da saúde do planeta.
Precisamos de novos Chicos, novos Freds, novos Renatos, para além do que já temos. Fazer a revolução do mangue invadir o mundo inteiro. Retorna a Cultura aonde nunca deveria ter saído. LONGA VIDA AO GROOVE!
30 anos depois o manguebeat ainda sobrevive, com a ideia ainda mais atual, Chico ainda vive no peito de cada um de nós que continuamos fiéis a sua ideia.
VIVA ZAPATA, VIVA SANDINO, VIVA ZUMBI! A utopia continua…