Por que vamos à Parada LGBT?

23/jun/2011, 15h40

No dia 26 de junho de 2011, a Avenida Paulista será tomada por milhares de pessoas que manifestarão orgulho e exigirão os direitos para a população LGBT. Essa mesma avenida foi palco de ataques violentos contra lésbicas e gays desde novembro de 2010, evidenciando a intolerância e a violência contra essa população. As vítimas? Toda sociedade, pois cada agressão que ocorre no Brasil, são famílias, são amigos, são seres humanos que sofrem seus efeitos. Não bastasse a intolerância de grupos neonazistas e de pessoas que não toleram a diversidade, desde o final de maio, com o veto da presidenta ao Kit Escola sem Homofobia, tem ocorrido diversas ofensivas por setores fundamentalistas, incluindo parlamentares do Congresso Nacional.

Esses ataques mostram cada vez mais que há dois projetos de sociedade em disputa: de um lado o projeto de uma sociedade pautada no fundamentalismo religioso cristão que promove a intolerância e desrespeito  à diversidade humana e de outro o projeto de uma sociedade pautada na defesa irrestrita dos Direitos Humanas, na garantia do cumprimento da Constituição Federal, na defesa do Estado Laico e no respeito à toda diversidade. Participar da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo no próximo domingo é, antes de mais nada, posicionar por uma sociedade pluralista, laica, onde todos e todas tenham seus direitos garantidos.

Por isso, o Emancipa e o Junt@s! convida tod@s @s coordenadores, professoras/es e estudantes a participarem do bloco do Emancipa na Parada do Orgulho LGBT. E aí? Vai ficar fora dessa? Domingo te esperamos para somar  com os milhões que ocuparão a Paulista em defesa do amor e em defesa da vida. Nosso ponto de encontro é às 11h no Espaço Unibanco de Cinema, na Rua Augusta, 1475. Venha de branco, pois estaremos no Bloco da Paz!

“Quando alguém se diz neutro, é porque já optou pelo lado do opressor” Max Weber
“Correndo o risco de parecer ridículo, deixem-me dizer-lhes que o  verdadeiro revolucionário é guiado por grandes sentimentos de amor”. Che Guevara
“Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”  Rosa Luxemburgo
“O povo que subjuga outro, forja suas próprias cadeias” Karl Marx

Texto escrito pelo Professor Dário Neto (literatura, Cursinho Popular Edson Luis)