Reitoria da UnB Ocupada!

13/set/2011, 22h03

*por Enilton Rodrigues

Por mais verba para educação, por estrutura fisica no campus de Ceilandia  e demais campi, por uma verdadeira  política de permanência estudantil, cerca de 500 estudantes – a grande maioria do campus de Celiândia – ocuparam a Reitoria  da UnB no fim da manhã desta terça-feira, 13 de Setembro. Os Indignados querem com urgência uma audiência com o Reitor e  pedem o atendimento imediato da pauta de reinvindicação (segue abaixo). A ocupação segue firme a espera dessa audiência, é muito importante que consigamos impulsionar ainda mais o movimento para ampliá-lo.

Os estudantes esperam a construção do novo campus e dos laboratórios há mais de 3 anos. Isso é na prática o resultado  do processo de precarização da educação no Brasil via Expansão sem qualidade do Governo Lula/Dilma-REUNI. A pauta de reivindicação tem como linha geral a estrutura física dos prédios, mas expressam um sentimento geral contra a precarização sofrida na UnB e em todo País  no ensino, pesquisa e extensão.

Esperamos o apoio de todos os companheiros nesta luta por educação púbica, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada!

 *estudante de Engenharia Florestal e militante do Juntos

Carta Reivindicativa dos estudantes e CAs da Faculdade de Ceilândia – UnB à Reitoria da UnB

1. Pelo rompimento imediato com a construtora Uni Engenharia de forma jurídica. E que nos sejam apresentadas garantias legais de não participação do novo processo licitatório.

2. Por um contrato emergencial após o término do contrato com a atual empresa Uni Engenharia, para o término da construção do prédio UAC.

3. Que as obras no UAC aconteçam em dois turnos, diuno e noturno, garantidos no edital de licitação para o novo contrato para o término do prédio.

4. Que a UnB seja reponsável pelo custeio de materiais necessários para conclusão do prédio UED e o compromisso com a data de entrega.

5. Que nos seja apresentada uma cópia do contrato que estabelece que os dois prédios, UAC e UED, são de responsabilidade do GDF.

6. Pela entrega do prédio MESP na data prevista, com duplicação do efetivo de trabalhadores na obra e aumento da carga horária para dois turnos.

7. Revitalização imediata em volta do campus definitivo com a retirada do lixão.

8. Pela urbanização do estacionamento ao lado de fora do campus provisório e garantia de segurança do mesmo.

9. Pela aquisição imediata de novas mesas e cadeiras.

10. Pela não abertura de nenhum outro curso de Graduação, Especialização, Pós-Graduação, Mestrados ou Doutorados. E não aumento do número de vagas dos cursos já existentes na FCE enquanto os prédios UAC, UED e MESP não estiverem em pleno funcionamento.

11. Pela oferta da disciplina de Libras no Campus da FCE no 1° de 2012, fora do horário de almoço.

12. Que a quantidade de funcionários definidos pelo comitê de ética da greve dos servidores contemple todos os campi.

13. Por uma assistência estudantil ampla e digna que atenda as necessidades dos estudantes:

  • A construção da Casa do Estudante Universitário na proximidade dos Campi. Enquanto não for construída, que a UnB se responsabilize pelo aluguel de casas nas proximidades do campus destinadas aos estudantes.
  • Total apoio do corpo docente da direção em relação às atividades estudantis e aos atos prol da melhoria das condições da FCE.
  • Que as atividades acadêmicas sejam paralisadas enquanto houver permanência dos estudantes na reitoria.

Exigimos uma reunião imediata com o Reitor da UnB, secretário de obras do GDF e governador Agnelo Queiroz, assistida pelo MPF, PG da República(oficialmente), juntamente com os professores e estudantes da Faculdade de Ceilândia para que nos sejam apresentadas garantias legais e jurídicas de cada ponto desta carta.

Carta aprovada em assembléia estudantil e pelos CAS da Faculdade de Ceilândia da Universidade de Brasília.

Vem aí...

Acampamento Internacional das Juventudes em Luta: Rio de Janeiro, abril de 2017