Bombeiro e PM não são bandidos. Liberdade para Daciolo. Todos às ruas!

09/fev/2012, 16h57

*Por Israel Dutra

Não é a primeira nem a última vez que a Globo busca desmoralizar movimentos grevistas. Como a grande organizadora, do ponto de vista ideológico e político da burguesia e de seus governos, a Rede Globo sempre atua nos “momentos-limites”. Nos dias “normais”, quando a luta dos trabalhadores fica restrita a conflitos parciais, eventuais, mantém uma política de baixo perfil.

Porém, quando se desborda por alguma via a insatisfação social latente num país de tantas desigualdades, os editorialistas da Globo não perdem tempo. Quem não se lembra da criminalização de lideranças como José Rainha, os operários da Mannesman, os moradores do Buraco do Gazuza em Diadema, dos controladores aéreos. E a Globo faz isso diretamente articulada com José Eduardo Cardoso, ícone do novo petismo. Como gestor eficaz, enérgico, Cardoso faz coro com o Senador Aloyso, tucano paulista, para quem os movimentos sociais são instrumentalizados por “grupos radicais”, que nada tem a ver com as reinvindicações. Na semana em que o governo privatizou os aeroportos, também na retórica, se igualaram petistas e tucanos: caça aos “radicais”.

Não se trata de julgar as atitudes de um ou outro líder da greve. Isso é uma manobra diversionista. O que está em questão é uma queda de braços entre as baixas patentes das forças militares brasileiras e um Estado concentrador de riqueza, controlado por banqueiros, construtoras, investidores e ruralistas. Cada um escolhe seu lado.

Os dados estão lançados.

*Israel Dutra é membro do Grupo de Trabalho Nacional do Juntos! e do PSOL
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