“Essa é uma saída para nós, temos que pressionar, a nossa ação popular é que vai mudar tudo isso…”

24/fev/2012, 14h36

Rafael Silva é, primeiramente, morador do Grajaú (extremo da zona sul de SP), o Grajauex segundo o Rapper Criolo. Além disso, é estudante de Ciências Sociais na Uninove e um grande colaborador do Juntos, com muito orgulho!

A educação do Brasil está precária!

A alternativa de muitos jovens hoje, é de dar continuidade aos estudos somente em instituições privadas e alguns (poucos) em públicas. E a entrada nelas é somente através do Prouni e do ENEM.

As pessoas ainda têm que abandonar os empregos e começar a fazer estágios. E o mal já começa ai, pois o ENEM e o Prouni não deveriam ser feitos para as pessoas entrarem em “empresas” privadas. Elas deveriam entrar na Rede Pública, pois isto serve somente para dar mais dinheiro para patrão, para os donos das universidades. Esse é um dos motivos para se precarizar o ensino público, deixar ele jogado as traças, para que as pessoas entrem em Universidades e escolas privadas, e seus donos ainda façam o que querem com o aluno.
Um exemplo disto é o meu, de como a Uninove/SP trata os alunos. Aumentam as mensalidades abusivamente, não dão nenhuma assistência ao aluno, e ainda tratam ele como se fosse um pequeno investimento. O aluno só serve para dar dinheiro a instituição. Meu curso no primeiro semestre estava barato e a sala super cheia, mas já no segundo semestre houve um aumento de 82% na mensalidade, e agora no terceiro, teve um aumento de quase 100% da mensalidade.
A pressão deve ser popular.
No segundo semestre que acabei de relatar, nós alunos, não só do meu curso, mas com outros também, nos reunimos e fizemos um ato enfrente a Uni9, com participação de várias outras universidades apoiando, e conseguimos, a uninove voltou ao valor do primeiro semestre e fizemos um acordo com eles, que também é lei, que a mensalidade deveria subir de acordo com a inflação do país. Mesmo assim a Universidade não cumpriu a lei, muito menos nosso acordo. Não teve palavra, fortalecendo ainda mais o que eu disse, que nos trata como se fossemos um pequeno “banco que todo mês eles vem sacar dinheiro”.
Essa é uma saída para nós, temos que pressionar, a nossa ação popular é que vai mudar tudo isso que há de errado, e a luta pelos 10% do PIB para educação já é um ótimo começo para melhorarmos o ensino no Brasil. Mas também não é só, nós temos que cobrar, pressionar e ir para cima, afinal, somos os 99% das pessoas contra o 1% das que detém o monopólio e os recursos a serem investidos no Brasil.