Quanto custa o conhecimento que transforma?

15/fev/2012, 00h06

*Laila Resende

Final/início de ano é sempre a mesma coisa, aumentos de tarifas em diversas áreas, e na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC – MG) não foi diferente.

No dia 14 de dezembro de 2011 os alunos desta instituição receberam um comunicado do Prof. Paulo Sérgio Gontijo do Carmo (Pró reitor da gestão financeira) dizendo que, “em consequência do inevitável aumento de custos, a PUC Minas reajustará o valor da hora aula para o próximo semestre em 9,8%.”

Vale lembrar que, os reajustes na PUC ocorrem de forma progressiva , ou seja, as mensalidades da PUC MG, que nunca foram acessíveis pela maior parte de seu corpo discente, tornam-se menos acessíveis ainda a cada semestre. Além disso, o aumento de 9,8% encontra-se acima da realidade dos estudantes da instituição e acima até mesmo da inflação do ultimo ano que fechou em 6,5%.

O pró reitor de gestão financeira, limita-se sempre a dizer que o aumento é em decorrência do “inevitável aumento de custos”, mas não apresenta a nenhuma entidade de representação estudantil uma planilha que comprove estes gastos e que conseqüentemente justificaria o aumento. E também não é possível perceber nenhum tipo de melhoria nos campus que pudesse ser usado como justificativa para tal. Os números de professores substitutos crescem a cada ano, as bolsas sociais, que antes contemplavam a grande parte dos alunos, hoje foram substituídas pelas bolsas do prouni. Bolsas de monitoria, estágios e extensão há quatro anos permanecem com o valor simbólico de 300.00 (valor que inclui o transporte e alimentação do aluno bolsista), as bibliotecas são defasadas e rotineiramente o aluno se vê obrigado a xerocar ou comprar os livros indispensáveis a seu conhecimento teórico.
E como se não bastasse, há anos a PUC Minas tem se mostrado intransigente em relação a negociação com alunos inadimplentes, negando a rematricula e não abrindo nenhuma possibilidade deste aluno voltar as salas de aula o que não condiz com seu discurso de solidariedade e filantropia.
Inconformados com esta situação, o DA’s de psicologia e direito do campus São Gabriel, o coletivo Há Quem Sambe Diferente e alunos independentes resolveram manifestar-se.
Na quarta feira, dia 15 de fevereiro, as 20:00 horas, no Teatro do campus São Gabriel, está marcada uma audiência publica com o reitor junto a comunidade acadêmica para que haja uma prestação de contas referente a este aumento abusivo.
Não podemos aceitar essa imposição! Vamos Juntos Sambar contra o aumento das mensalidades! Educação é um direito não mercadoria!

* Laila Resende, estudante de Psicologia, gestora do DA Maria de Fátima Lobo Boschi, militante do Juntos! BH.