Na Grécia e no mundo: lugar de mulher é na política!

07/jun/2012, 23h44

A notícia do deputado neonazista que violentou duas deputadas ao vivo em um debate na Grécia deixou muitos de boca a aberta. Mas não é uma exceção. A violencia contra a mulher acontece todos os dias, a diferença é que não é transmitida ao vivo – o que nos assusta ainda mais: se ele fez isso na frente das câmeras, o que poderia ter feito sem ser filmado?

O que o irritou foi o fato de ser questionado por uma mulher, “como ousa uma mulher tomar o lugar de um homem na política? como ousa ocupar um espaço historicamente dedicado ao homem?”.

Veja a notícia e o vídeo aqui.

A violência contra a mulher deve ser combatida em todos os espaços. Aqui no Brasil, um prefeito do PDT de uma cidade do Mato Grosso tentou calar uma repórter que tentava uma entrevista. Não disse simplesmente que não queria dar a entrevista. Não a agrediu verbalmente mandando calar a boca. Ele fez com as próprias mãos: calou sua voz segurando-a pelo pescoço.

A notícia e o vídeo podem ser vistos aqui.

Essas situações, mostram que mulheres e homens têm seus papéis determinados de forma específica não só na Grécia, mas na nossa sociedade também. O que observamos, portanto, é que a construção social do feminino e do masculino, atribuindo-lhes características distintas, construídas culturalmente e que são colocadas como naturais, também se transforma em barreira para nossa atuação em espaços públicos e de organização. Por isso que é tão importante que existam mulheres que sejam figuras públicas na política invertendo essa lógica que nos é imposta. Todo apoio às companheiras da Grécia na luta contra os planos de austeridade! Lugar de mulher é na política!

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