53º Congresso da UNE: nossa história na luta por outro futuro

15/mar/2013, 11h42

Rodolfo Mohr*
Foi dada a largada para o 53º Congresso da UNE. Convocado no domingo, 10 de março, em São Paulo, na plenária final do 61º Conselho Nacional de Entidades Gerais da UNE. O maior encontro de estudantes universitário do Brasil, que no Congresso de 2009 atingiu 97% das Universidades brasileiras, está marcado para o período entre 29 de maio e 02 de junho, na cidade de Goiânia.

66694_349980371787671_497515118_nVivemos um momento de grande expectativa na disputa da UNE. As possibilidades da Oposição de Esquerda há tempos não eram tão grandes e intensas. Adquirimos no último período, marcado pela mudança da situação mundial, da volta das mobilizações multitudinárias por todo o planeta, pela greve das Universidades Federais ano passado, condições de quebrar a estabilidade da Direção Majoritária da UNE, encabeçada pela UJS/PCdoB. Estabilidade forjada por dez anos de governos do PT e sua habilidade em cooptar os movimentos sociais.

A diferença da UNE é a juventude da sua base social. São moças e rapazes que em todas as Universidades brasileiras estão sendo tocadas pelo sopro da mudança. E depois de muitos anos, talvez uma década depois, foi possível reconstituir um pólo real de oposição de esquerda na entidade, que dispute decisivamente os rumos da entidade, mas que esteja aberta ao novo, ao que já passa ao largo da UNE.

A UNE acabou de constituir a sua Comissão da Verdade, espaço imprescindível na necessária luta de escrevermos nossa história. Ao olhar para o passado, somos todos Honestinos, somos todos Alexandre Vanucchi Leme, somos todos Manuel Lisboa. A luta dos que foram interrompidos pela ditadura militar já está sendo remontada. E a Oposição de Esquerda vai além: queremos identificar os agentes da repressão do passado, que seguem nas estruturas do Estado brasileiro do presente. Queremos massificar na sociedade brasileira a imprescindível tarefa de revisar a Lei da Anistia dos militares, para fazer justiça aos nossos mártires.

Nossa luta fundamental então é essa: contemporaneizar a UNE. Torná-la a referência de luta para essa geração dos anos 10, os avós do jovens do fim do século, assim como foi para os nossos pais, que derrotaram a ditadura e derrubaram o corrupto Fernando Collor.

Só será possível escrever o próximo grande momento da história da UNE, digno dos livros didáticos das escolas, com a tua presença, com a tua mobilização e com tua coragem.

Organize as eleições de delegados na tua Universidade. Entre em contato conosco. Compartilhe nossos materiais nas redes sociais. Participe do evento no facebook. Estamos prontos para ir até a cidade mais longínqua desse Brasil continental para eleger TODOS e TODAS os/as delegados/delegadas necessários para que a UNE seja parte da luta por outro futuro.

*Rodolfo Mohr é Diretor de Movimentos Sociais da UNE pela Oposição de Esquerda e do Grupo de Trabalho  Nacional do Juntos