O papel da juventude no Brasil diante da crise no mundo

17/mar/2013, 22h22

*Fábio Coutinho
As grandes mobilizações que estão tomando as ruas e as praças do mundo tem uma característica em comum: o papel da juventude como protagonista e impulsionadora dessas grandes lutas e ocupações. A juventude foi o setor capaz de identificar que a crise econômica é global e que a raiz do problema é o sistema. Este novo período histórico abre o caminho para alternativas anticapitalistas e, ao mesmo tempo, socialistas. Porém, é necessário um instrumento de organização que seja capaz de mobilizar e oferecer um projeto que solucione o problema. No Brasil, os ventos das grandes mobilizações ainda não chegaram, no entando como fazemos parte do mundo, não ficaremos “a salvo”. A necessidade da juventude se organizar e construir uma alternativa anticapitalista e internacionalista é cada vez mais irreversível. Os jovens indignados devem ocupar as praças, as universidades, as ruas, as redes sociais e o mais importante, a política.
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Quero dar um destaque na importância do jovem ocupar a política. Fazendo uma análise mundial, onde os velhos partidos e os aparatos do estado não representam a maior parcela da população, que são a juventude, os trabalhadores e o povo pobre. O jovem não deve apenas ocupar, mas deve fazer política. Precisamos de maiores referências para a imensa camada jovem do nosso país. A juventude tem o papel de ocupar os espaços institucionais e tradicionais da velha política e transformá-la em uma ferramenta de combate à corrupção e às nefastas práticas que estamos acostumados a ver. É preciso ter coragem para ocupar as vias institucionais e representar os movimentos sociais e todos aqueles que lutam por democracia real, por igualdade e liberdade.
 O desafio está lançado para a juventude brasileira, e o Juntos tem o papel de ser, nesse processo, o grande protagonista para mobilizar todos aqueles indignados que não se sentem representados pelos velhos partidos e estão em busca de uma alternativa. O Juntos é um organismo de mobilização fundamental e que cumpre seu papel, porém, é necessário construir uma plataforma para disputar a consciência dos trabalhadores e da população pobre, que seja capaz de enfrentar os partidos tradicionais da velha política que estão à serviço dos grandes empresários e banqueiros e não da juventude e dos trabalhadores.
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Além disso, existe um novo partido que luta contra a velha política, sendo este um partido necessário. Essas duas frases são suficientes para caracterizar o papel do PSOL diante da nossa situação política. Onde existe luta e indignação, o PSOL e o Juntos estará apoiando. Agora é o momento de construir uma ferramente que seja ampla e apta para enfrentar os privilégios daqueles que lucram enquanto o povo paga. Sejamos parte daqueles que acreditam que é possível fazer política diferente, que seja à serviço do povo e da juventude. Sigamos o exemplo da nossa guerreira e militante, Fernanda Melchionna, que hoje é vereadora por Porto Alegre e foi a mulher mais votada nas últimas eleições para a Câmara de Vereadores de Porto Alegre, sendo este, resultado da sua atuação combativa, sem poupar os velhos caciques da política.
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Vamos Juntos! construir a primavera brasileira e uma nova história política para o Brasil e pro mundo!
*Fábio Coutinho é do Grupo de Trabalho Regional do Juntos-DF e militante do PSOL

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