Por uma universidade livre das amarras da opressão

19/mar/2013, 17h26

Por Juntos MG

O ocorrido no dia 15 de março no trote da Faculdade de Direito da UFMG tem sido uma pratica constante nas Universidades. Com destaque para as renomadas UNB e USP. A reprodução opressora de trotes machistas, homofóbicos, racistas e agora até nazistas, está na contramão do que o espaço da Universidade deveria ser.20130319122120573062o

Não podemos fechar os olhos para essa demonstração do que um trote não deve ser. A alusão a Hitler é sádica e quando se trata de estudantes de Direito de uma das mais tradicionais escolas do Brasil, ela se torna doentia. Além disso,  Chica da Silva foi uma mulher lutadora, expoente e símbolo libertário do período colonial. Sua história não foi escolhida aleatoriamente. A mensagem de ódio a liberdade do diferente é explicíta

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A população negra há muitos anos vem sendo vítima do racismo e de suas conseqüências, em especial a juventude. O racismo é uma ferramenta muito útil ao modelo de sociedade que vivemos e a forma com que ele se dá no Brasil se mostra extremamente eficaz, uma vez que este se apresenta de maneira sutil, institucionalizada, tornando o seu combate uma tarefa árdua.

            A naturalização por meio da piada da inferioridade do negro, da mulher, bem como a exaltação ao fascismo, só reforçam dificuldades nossa tarefa de combate as opressões e construção de uma sociedade livre.

            Em tempos de implementação da políticas de cotas sociais e raciais, de Marcha das Vadias, de 8 de março e de revoluções democráticas no mundo árabe, é inadimissivel a perpetuação de posturas como a das fotos. É necessário que os organizadores desses eventos sejam responsabilizados. A Universidade não deve ser conivente com o racismo e a violência.

Seguiremos na luta para garantir que a Universidade e a sociedade sejam cada dia mais espaços emancipadores e livres das amarras do racismo e do machismo.

Vem aí...

Acampamento Internacional das Juventudes em Luta: Rio de Janeiro, abril de 2017