Keller Guevara: presente! Golpistas não passarão!

21/abr/2013, 12h28

Com muito pesar e indignação soubemos da morte do jovem Keller Enrique Guevara, na madrugada do dia 16 de abril, na cidade de San Cristobal, estado venezuelano de Táchira.

A morte de Keller não foi acidental. Ele foi assassinado por bandas de choque da direita venezuelana que, ao não aceitar a vitória de Maduro, questiona o resultado das urnas causando pânico e violência nas ruas. Keller foi morto defendendo a ordem constitucional e as conquistas do povo bolivariano. Jovem de apenas 21 anos, vinha de família humilde, estudava na Universidade Experimental de Segurança Bolivariana, foi membro da Juventude da Marea Socialista, organização de trabalhadores e jovens venezuelanos. Desde muito cedo se engajou na luta revolucionária daquele país. Era um dos milhões que impulsionava o fenomenal processo de mudanças em curso na Venezuela.

A direita golpista no seu intuito de espalhar o caos e desestabilizar o país, em consonância com uma manobra recorrente do Departamento de Estado Norte-Americano, organizou tropas de choque de mercenários para incendiar sedes do PSUV, centros de saúde (onde trabalham voluntários cubanos), centros de cultura bolivariana, entre outros símbolos do processo. Nesta escalada de terror, foram mortos oito ativistas, entre eles, nosso camarada Keller.
Nos solidarizamos com os familiares e com nossos companheiros da Marea Socialista. Tivemos a grande oportunidade de socializar e trocar experiências com sua juventude, recentemente, no acampamento da juventude anticapitalista que ocorreu em Buenos Aires. Isso fez aumentar nosso sentimento de solidariedade neste momento difícil. Como na canção entoada durante o acampamento: “Marea, escuta: tua luta é nossa luta.”

Para todos os ativistas do continente deixamos o sinal de alerta: nenhuma concessão aos golpistas. Não podemos relativizar os graves acontecimentos que se passam na Venezuela. Com a morte de Chavez, liderança incontestável do processo revolucionário bolivariano, a direita deste país busca retomar seu espaço através do golpismo e de seus métodos fascistas. O conjunto da militância de esquerda deve estar atenta e defender, com todas as ferramentas possíveis, o processo democrático de transformações em curso na Venezuela. E isso passa pela imediata investigação e punição aos assassinos de Keller, seus mandantes e colaboradores.
Aqui no Brasil, a maior parte da mídia corrobora com o golpismo ao distorcer as informações e ocultar a escalda de violência que ocorre na Venezuela. A Rede Globo, a VEJA e outros representantes da direita brasileira ultra-conservadora tentam iludir e confundir a população sobre a situação real da Venezuela.

Da nossa parte, estamos firmes. Vamos defender o processo bolivariano de todas as formas necessárias. Para nós, Keller Guevara é um mártir da revolução, como aqueles que tombaram no Caracazo e em processos similares. Defenderemos o legado de Chavez, orgulhosos de nossos camaradas do Marea Socialista.

À direita, responderemos com mais e mais gente na rua, mais e mais atividades militantes. Os Marinho, os Capriles, os Feliciano e Azevedos vão pagar mais caro do que podem imaginar.

Nossa luta não começou ontem, não terminará amanhã. Camarada Keller, presente! Herói da juventude latino-americana!

Vem aí...

Acampamento Internacional das Juventudes em Luta: Rio de Janeiro, abril de 2017