Militante LGBT rompe com PT e passa a militar no Juntos Pelo Direito de Amar

26/abr/2013, 12h23

Lucas Maróstica*

Em meio a luta de enfrentamento a escolha do pastor homofóbico e racista Marco Feliciano (PSC) a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, que chegou a essa posição através de negociatas espúrias promovidas pelo governo Dilma, estamos vendo importantes movimentações vindas do Movimento LGBT. O silêncio do Partido dos Trabalhadores, da ministra Maria do Rosário, a declaração de Manuela D’Avila (PCdoB) pedindo uma chance à Feliciano e a ausência da juventude governista nas manifestações contra Feliciano, levaram muitos militantes petistas e pcdobistas a se darem conta da falência destes partidos como ferramentas de esquerda e de mobilização.

Na semana passada recebemos uma notícia que nos encheu de orgulho e entusiasmo. Consolidamos um diálogo com Heyner Pacheco, da juventude petista e do Movimento LGBT de Porto Alegre, e que agora se soma as fileiras do Juntos Pelo Direito de Amar e do PSOL. “Conheci a militância do Juntos Pelo Direito de Amar e do PSOL aos poucos, ainda olhando de longe no ano passado. Desde então eu via de fato uma vontade de tod@s aquel@s que participavam ativamente de mudar as estruturas de nossa sociedade, principalmente pelas lutas de cidadania igualitária.”

Heyner segue: “No PT não conseguia visualizar as propostas iniciais. Não havia luta ou enfrentamento. Em seu lugar, apenas omissão. Percebi que no fundo eu sempre fui Juntos e PSOL, antes mesmo de me filiar. Militância é muito mais do que se pode ver de fora. Só estando dentro dela para se saber a importância do diálogo, dos debates abertos, brainstorms e planejamento constante de ações que sempre buscam, de uma forma ou de outra, a garantia de uma visibilidade maior de não apenas nossas lutas, mas também de nossos inimigos declarados e a conscientização das massas sobre a realidade social e política brasileira.”

O Juntos Pelo Direito de Amar segue sua luta, agora ainda mais fortalecido. Seguiremos ocupando as ruas até a saída de Feliciano. Seguiremos marchando ao lado de Jean Wyllys pelo Casamento Civil Igualitário e Criminalização da Homofobia. Que muitos Heynes apareçam e se juntem a essa maré de lutadores, indignados e LGBTs anti-capitalistas que não param de crescer.”

*Lucas Maróstica é militante do Juntos! Pelo Direito de Amar RS