Contra o aumento da tarifa, São Paulo parou!

08/jun/2013, 16h50

994064_626418047371012_1220820060_nNessa quinta-feira e sexta-feira, dia 06 e 07 de junho, aconteceram os primeiros atos contra o aumento da passagem em São Paulo, que foi reproduzido em muitas capitais de estado do Brasil. Milhares de jovens evocando as lutas de Porto Alegre e da Turquia mostrando a força da luta da juventude na luta por direitos.

Com promessas de Bilhete Único Mensal e outras medidas de transporte pra facilitar o acesso à cidade, Haddad surpreendeu seus eleitores e aprovou o aumento da passagem de R$3,00 para R$3,20. Quando a passagem custava R$ 3,00, uma família de quatro pessoas que mora na periferia já gastava quase R$ 40,00 pra ter acesso ao centro da própria cidade. Com o aumento, restringe-se ainda mais o acesso à cultura, ao lazer da maioria da população, especialmente da juventude. O aumento da tarifa serve para enriquecer as grandes empresas do transporte urbano, enquanto a população arca com os custos. Durante o ato não eram raras as palmas e manifestações de apoio dos observadores do ato. Todos percebiam a necessidade da mobilização. Sinal dos tempos.
Houve variadas manifestações por parte dos presentes e a resposta da prefeitura à indignação e descontentamento da juventude presente foi a ação truculenta da tropa de choque da Polícia Militar. A juventude indignada presente no ato certamente não temeu diante dessa ameaça, mas a encarou como combustível para fortalecimento desta luta.

E o Juntos! foi protagonista do movimento durante a caminhada, com sua incansável bateria, agitação e palavras de ordem que apontavam a necessidade da mobilização para barrarmos o aumento e a denúncia das contradições do prefeito petista de São Paulo, a exemplo do que houve em Porto Alegre, com o apoio de parlamentares do Juntos! e do PSOL.

Alerta, Haddad: abaixa a tarifa ou paramos a cidade!

A mobilização contra o aumento da tarifa apenas começou. Está marcado para terça-feira um novo ato às 17h, com concentração na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista. A juventude e os trabalhadores devem estar presentes para, assim como em Porto Alegre, fazer das ruas de São Paulo as testemunhas da luta por direitos através de muita mobilização. São Paulo parará quantas vezes forem necessárias, até que tenhamos o que é nosso por direito. Amanhã será maior! E vamos juntos!

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